Os associados do Sindijus (Sindicato dos servidores do poder judiciário de Mato Grosso do Sul) decidiram adiar a greve que estava marcada para começar segunda-feira (14) depois que, em votação apertada, a maior parte das comarcas decidiu renovar um voto de confiança para negociação junto à futura administração do Tribunal de Justiça, adiando a greve para o dia 23 e estabelecendo, assim, uma nova fase de negociação.
A greve já era tida como certa. A reviravolta se deu quando o presidente de Assembleia Legislativa, deputado Jerson Domingos (PMDB) passou a intermediar as negociações junto ao futuro presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Joenildo de Sousa Chaves e o governador André Puccinelli. A partir daí, houve uma significativa evolução nas tratativas.
Os servidores esperam por um reajuste próximo ao índice de 14% (percentual aproximado ao aumento do salário mínimo). A atual administração propôs o índice de 6%, já aprovado pelo Tribunal de Justiça em uma votação tumultuada, onde o atual presidente do Tribunal, desembargador Hildebrando Coelho Neto, teria ameaçado expulsar os servidores que estavam pacificamente se manifestando, segundo informa a assessoria do Sindijus .
Com a reabertura das negociações, os servidores estão confiantes de que a futura administração do Tribunal de Justiça se esforçará para atender aos anseios de todos. Durante as próximas semanas, serão promovidas manifestações como forma de apoio às negociações.