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Barbosa defende gestão eficiente para melhorar saneamento

23 de junho 2012 - 13h49 Por Redação Douranews
Barbosa defende gestão eficiente para melhorar saneamento

O presidente da Sanesul, José Carlos Barbosa, representou a Aesbe (Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais) na mesa redonda da Conferência Rio+20 coordenada pela presidente da Abes, Cassilda Teixeira, realizada terça-feira (19). Como debatedor, José Carlos Barbosa participou abordando o tema “Uso racional da água: Fator para o desenvolvimento sustentável”.

A abertural do painel contou com a participação do professor Juan Carlos Sanchez, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2007, que discorreu sobre as mudanças climáticas e florestas tropicais. Dilma Pena, presidente da Sabesp, falou sobre “Água e esgoto: as soluções estão disponíveis e precisam ser implementadas”.

Tilden Santiago, diretor de meio ambiente da Copasa, alertou o público sobre “A importância da participação comunitária na sustentabilidade dos mananciais”. E o diretor de meio ambiente da Sanepar, Péricles Weber, palestrou sobre “Educação ambiental como ferramenta para a redução do desperdício de água”.

Após as palestras, com uma média de 10 a 15 minutos para debater, os participantes compartilharam seus conhecimentos discutindo o que deve ser feito para que seja garantido o acesso universalizado aos serviços de água e esgoto, as políticas públicas que devem ser adotadas e qual é a importância da participação da sociedade civil nesse processo.

De acordo com José Carlos Barbosa, para que haja o cumprimento das metas do Plansab (Plano Nacional de Saneamento) de 2011, é necessária a garantia de recursos e uma política clara e definida por parte do Governo Federal. “Do ano de 2011 a 2015, deveriam ser investidos R$ 15 bilhões anuais, sendo R$ 5 bi, das companhias e R$ 10 bi, do Governo Federal, totalizando até 2030 o valor de R$ 263 bilhões para a universalização do acesso ao saneamento. Entretanto, pelo andar da carruagem, esse número não será atingido, pois de 2001 a 2010 foram investidos R$ 53,9 bilhões”, comenta.

Como presidente da Aesbe, José Carlos também destacou a necessidade da melhoria da gestão dos operadores, principalmente no que diz respeito à perdas. “Penso que o governo pode fazer a liberação de recursos, principalmente do OGU, mediante o estabelecimento de metas progressivas de combate às perdas, melhoria de gestão e na eficiência operacional”.

Foram apresentados aspectos relacionados ao uso racional da água, o reúso de esgoto para uso industrial, parcerias para projetos de sustentabilidade e metodologias para aplicação de economia verde no setor de saneamento. A reavaliação da tributação para o setor também foi colocada na pauta. “Só com a isenção do PIS/Cofins seriam injetados mais de R$ 2 bilhões por ano, contribuindo para antecipar a universalização ao acesso à água e ao esgotamento sanitário no País”, ressalta o presidente da Aesbe.

Para José Carlos o evento contribuiu no sentido de que é preciso entender que este assunto não pode mais ser postergado. Ele deve ser discutido hoje e sempre. “Nós estamos vivendo em uma época em que o planeta não pode mais esperar. É responsabilidade dos governantes, mas acima de tudo, deve ter a participação de toda sociedade, que precisa se conscientizar de que saneamento básico é o alicerce para a qualidade de vida hoje e para as próximas gerações”, disse Barbosa.