A Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) divulgou uma nota oficial nesta segunda-feira (25) em desfavor ao golpe de estado que ocorro no país vizinho, Paraguai.
Segue na íntegra:
Diante de um golpe de Estado no Paraguai, a FETEMS vem a público, através desta nota, somar na luta dos movimentos sociais que defendem um país democrático, que respeite o poder constituído, que foi eleito pelo povo.
Manifestamos a nossa indignação e repudiamos os acontecimentos no Paraguai, que demonstram a necessidade de lutarmos pela consolidação da democracia em nosso continente e assim como a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) ressaltamos que está luta para que os países sejam cada vez mais democráticos deve estar na nossa agenda sindical, pois isso implica em maior diálogo social e aponta para a melhoria das condições de vida e trabalho.
Sabemos que o Lugo teve a coragem de enfrentar a disputa histórica da terra e tentar implantar uma política de reforma agrária e isso deixa claro para todos nós que o que está acontecendo no Paraguai é uma tentativa da extrema direita, dos latifundiários, dos setores oligárquicos de tomar o poder, continuar vivendo as custas do Estado, sem pagar impostos e explorando de maneira cruel os trabalhadores e trabalhadoras que de uma maneira soberana escolheram o seu presidente.
Concordamos plenamente com a decisão dos países de barrar a participação do Paraguai no Mercosul, que tem como principal objetivo criar um mercado comum com livre circulação de bens na América Latina, pois temos que mostrar que é inadmissível retrocedermos e assistirmos de braços cruzados a volta da ditadura em nosso continente, parece que estamos em 1964, vendo um golpe de estado e a derrubada da democracia.
Como a CNTE, nós também enfatizamos a necessidade do envolvimento e atuação dos organismos internacionais nesta crise instaurada neste país, precisamos urgentemente de posições concretas da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e da Organização dos Estados Americanos (OEA) e todas as outras organizações, pois corremos o risco de ver deflagrado um processo de guerra civil no Paraguai que pode trazer grandes e irreparáveis danos ao povo.
Ressaltamos a nossa solidariedade ao povo paraguaio e às suas organizações sociais e vamos continuar na luta por países que respeitem o direito, a democracia e a decisão do seu povo.
Diretoria da FETEMS.