Uma consumidora de Ponta Grossa, na região central do Paraná, afirma ter encontrado um preservativo dentro de uma lata do extrato de tomate Elefante. Segundo Maria Melchior, ela havia aberto o produto no domingo (8) e utilizou parte do conteúdo da lata para cozinhar o almoço. À noite, no momento de fazer o jantar, percebeu algo estranho na lata e viu do que se tratava.
Maria lembra que ficou assustada ao perceber que havia um preservativo dentro da lata. “Corri e mostrei ao meu marido o preservativo. Não sabia o que fazer. Pensei em jogar a lata fora, mas ele não deixou”, diz. A consumidora conta ainda que o preservativo não parecia ter sido usado.
De acordo com ela, na mesma noite o casal procurou a delegacia mais próxima de casa para registrar um boletim de ocorrência, mas foi orientada a voltar na segunda-feira (9).
Ao voltar à delegacia, o casal foi novamente orientado a procurar o Procon e denunciar o caso. Maria já pensava em desistir, mas o marido insistiu e ambos prestaram a queixa na terça-feira (10).
Empresa pode ser multada
Conforme o coordenador do Procon em Ponta Grossa, Marcos Marcondes, o órgão abriu um processo para investigar o caso. “Vamos notificar a empresa para que eles façam uma análise no produto”, afirma. De acordo com ele, a empresa pode receber multa que varia entre R$ 400 e R$ 4 milhões.
A consumidora diz que após a denúncia ao Procon, a empresa já entrou em contato para recolher o produto. “Eles pediram para que eu não mexesse mais na lata, pois eles vão enviar alguém para levar tudo para fazer análise”, diz.
Em nota, a Cargill, empresa que fabrica o extrato Elefante, reiterou que o Serviço de Atendimento ao Consumidor já está em contato com a consumidora. A nota diz ainda que “a Cargill reitera seu compromisso com a segurança alimentar e seus padrões de higiene e qualidade. Além disso, trabalha continuamente para aperfeiçoar seus rígidos padrões de qualidade em sua fábrica de processamento de tomates em Goiânia, os quais são diariamente monitorados por equipes especializadas, com o objetivo de avaliar os processos de fabricação, implementação de inovações e melhorias, independentemente de quaisquer exigências formais”.
Mulher indenizadaEm junho, uma mulher do Rio Grande do Sul recebeu R$ 10 mil por danos morais após achar um preservativo em uma lata de extrato de tomate da mesma marca que a da consumidora de Ponta Grossa. O caso gaúcho aconteceu em 2007. Na época, a Unilever, que era detentora da marca, se recusou a cobrir os prejuízos da mulher amigavelmente.