Oito e meio é um filme autobiográfico, com muitas cenas retiradas da vida do próprio diretor. Segundo o próprio Fellini, algumas cenas foram concebidas através de seus sonhos. O título do filme é uma referência à carreira do próprio diretor, que até então já havia dirigido seis longa-metragens, dois episódios de filme e havia co-dirigido um longa-metragem.
Fellini chegou a cogitar a possibilidade de escalar o ator Laurence Olivier como o protagonista de Oito e meio, mas acabou optando por Marcello Mastroianni.
O filme retrata a crise de criatividade de um cineasta chamado Guido Anselmi, que demonstra um certo esgotamento no seu estilo de vida e resolve se internar em uma estação-de-águas para buscar inspiração.
Usa de uma estratégia engenhosa para contornar o bloqueio criativo que—conta-se—o próprio Fellini estaria sentindo: contar a própria dificuldade de realizar um filme. E ainda obter o prestígio de fazer um filme metalinguístico, que usa a linguagem do cinema para comentar um filme que seus personagens estão fazendo.
O filme tem grandes influências da psicanálise jungiana, da qual Fellini era um entusiasta. Um exemplo é o grande foco nos sonhos do protagonista para explicar sua persona e acontecimentos de sua infância. O uso da fotografia preta e branca também serve para reforçar o conceito jungiano de sombra.
09º - A Paixão de Joana d'Arc

08º - Man With a Camera

2001 - Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey ) é um filme norte-americano de 1968 dirigido e produzido por Stanley Kubrick, co-escrito por Kubrick e Arthur C. Clarke. O filme lida com os elementos temáticos da evolução humana, tecnologia, inteligência artificial e vida extraterrestre. É notável por seu realismo científico, efeitos visuais pioneiros, imagens ambíguas que são abertas a ponto de se aproximarem do surrealismo, som no lugar de técnicas narrativas tradicionais e o uso mínimo de diálogo.
O filme é memorável por sua trilha sonora, resultado da associação feita por Kubrick entre o movimento de satélites e os dançarinos de valsas, o que o levou a usar Danúbio Azul, de Johann Strauss II e o famoso poema sinfônico de Richard Strauss, Also sprach Zarathustra, para mostrar a evolução filosófica do Homem, teorizado no trabalho de Friedrich Nietzsche de mesmo nome.
Apesar de ter sido recebido inicialmente de forma mista, 2001: A Space Odyssey é atualmente reconhecido pela crítica e pelo público como um dos melhores filmes já feitos. Foi indicado a quatro Oscars, recebendo um por Melhores Efeitos Visuais. Em 1991, ele foi considerado "culturalmente, historicamente ou esteticamente significante" pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos para ser preservado no National Film Registry.
Na história, desde a "Aurora do Homem" (a pré-história), um misterioso monolito negro parece emitir sinais de outra civilização interferindo no nosso planeta. Quatro milhões de anos depois, no século XXI, uma equipe de astronautas liderados pelo experiente David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood) é enviada à Júpiter para investigar o enigmático monolito na nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000. Entretanto, no meio da viagem HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando um a um os tripulantes.
(curiosidade: HAL é formado pelas letras anteriores de IBM, a famosa empresa de informática).
Aurora (Sunrise ― a song of two humans) é um filme mudo de 1927, o primeiro dirigido por F. W. Murnau em Hollywood. Seu roteiro foi adaptado a partir do conto Viagem a Tilsit, do escritor alemão Herrman Suderman, embora nele possam ser inegavelmente encontrados vários elementos do romance Uma história americana, de Theodore Dreiser, lançado dois anos antes e o sucesso comercial literário daquela época nos Estados Unidos.
Um dos mais importantes filmes da cinematografia mundial, e o até então mais caro lançado pela Fox Film Corporation, Aurora foi laureado com três Oscar em 1929. Recebeu, em 1989, a classificação de significância histórica, estética e cultural pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e foi selecionado para preservação pelo British Film Institute. Numa pesquisa feita entre críticos para este mesmo instituto, Aurora foi considerado o sétimo maior filme da história do cinema, ao lado de O encouraçado Potemkin, do cineasta soviético Sergei Eisenstein. Em 1967, a revista Cahiers du Cinéma escolheu Aurora como "a maior obra-prima da história do cinema".
Na história um fazendeiro, seduzido por uma moça da cidade, tenta afogar sua mulher, mas desiste no último momento. Esta foge para a cidade, mas ele a segue para provar o seu amor.
A Regra do Jogo (La règle du jeu) é um filme de 1939 dirigido por Jean Renoir sobre a alta classe da sociedade francesa antes do início da Segunda Guerra Mundial.
O filme de Renoir é em parte uma adaptação de Les Caprices de Marianne, uma comédia de costumes popular no século XIX de Alfred de Musset, e é hoje amplamente reconhecido como o maior dos filmes de Renoir além de um dos maiores filmes de todos os tempos.
O filme é uma montagem farsesca que se transforma em uma tragédia no ato final. É caracterizado por elementos temáticos comuns à maioria dos trabalhos de Renoir, como o relativismo moral demonstrado pelos personagens ou uma aborrecida morte sem sentido.
O filme mostra um grupo de aristocratas e burgueses, reunidos em uma mansão para um fim-de-semana de caça, e seu envolvimento com a criadagem que está lá para servi-los. O francês André Jurieu (Roland Toutain) é um herói da aviação que se apaixonou por Christine de la Chesnaye (Nora Gregor), casada com o poderoso aristocrata Robert de la Chesnaye (Marcel Dalio). Sem saber da atração do aviador por sua esposa, o nobre convida a ele e a um outro amigo (interpretado pelo próprio Jean Renoir) para passar o fim-de-semana em sua casa de campo. Isso desencadeia uma série de fatos que tem como objetivo maior criticar e expor a decadência moral da alta sociedade francesa.
Tokyo Story (東京物語 Tōkyō Monogatari) é um filme japonês de 1953 dirigido por Yasujirō Ozu.
O filme conta a história de Shikichi e sua esposa Tomi, já idosos, que vêm de Onom para Tóquio, visitar os filhos, após uma ausência de 20 anos. Hospedam-se inicialmente com a família do filho mais velho, Koichi, médico e dono de um pequena clínica nos suburbios de Tóquio. Entretanto, Koichi não dispensa de tempo e condições financeiras para oferecer aos pais a atenção necessária. Sentindo-se despresados, eles mudam-se para a casa da filha mais velha, Shige. Shige é dona de um salão de beleza e vive demasiado aterefada para acompanhar os pais. Eles, percebendo a irritação da filha mudam-se. Será apenas Noriko, viúva do filho mais novo, Shoji, que lhes oferece a genuína hospitalidade. Koichi e Shige convencem os pais a viajar para Atami, uma estância de águas.
02º - Cidadão Kane
Cidadão Kane (Citizen Kane) é um filme norte-americano de 1941, dos gêneros drama e suspense, dirigido por Orson Welles.
Cidadão Kane foi o primeiro filme longa-metragem dirigido por Orson Welles, considerado um rapaz prodígio, e que havia angariado fama com suas peças de teatro e narrações radiofônicas.
O filme encontrou forte oposição por parte de William Randolph Hearst, pois ele julgava que a obra denegria sua imagem. Em realidade, havia mesmo muitos pontos coincidentes das biografias de Hearst e de Kane.
Cidadão Kane marcou sua época devido às inovações, sobretudo nas técnicas narrativas e nos enquadramentos cinematográficos. O filme começa com o protagonista já morto, mudando-se a cronologia dos fatos; e a cenografia mostra pela primeira vez o teto dos ambientes.
Mesmo dirigindo outros filmes após Cidadão Kane, o diretor Orson Welles nunca mais conseguiu restabelecer sua fama a ponto de ser contratado novamente por um grande estúdio de Hollywood.
Cidadão Kane é supostamente baseado na vida do magnata do jornalismo William Randolph Hearst (publicamente, Welles negava), e conta a história de Charles Foster Kane, um menino pobre que acaba se tornando um dos homens mais ricos do mundo.
O filme foi considerado, por grande parte da crítica especializada, como o maior filme da história até o momento, figurando em primeiro lugar na lista do American Film Institute (AFI). Porém, no ranking divulgado esse ano pela revista Sight and Sound, Cidadão Kane não ficou no topo pela primeira vez na história.
Um corpo que cai (Vertigo) é um filme estadunidense de 1958, do gênero suspense, dirigido por Alfred Hitchcock.
Deteriorados pelo tempo e pela má conservação, os negativos originais do filme, considerado a maior obra-prima do mestre Hitchcock e o maior filme de todos os tempos, foram restaurados completamente em 1996, a um custo de um milhão de dólares, por Robert Harris e James Katzos, os mesmos laboratoristas que recuperaram os originais de Lawrence da Arábia e Minha bela dama.
O filme mostra Madeleine, uma bela mulher que vem sofrendo com uma crise de identidade: ela tem visões e um comportamento estranho. Seu marido pede a John Ferguson, um detetive aposentado e que sofre de acrofobia, que investigue as saídas misteriosas da esposa. Inicialmente, Scottie reluta, mas diante da insistência do colega, ele concorda em seguir a mulher. O marido acredita que Madeleine esteja sendo possuída por sua bisavó Carlotta, que tinha tendências suicidas.
O filme ganhou o Oscar de melhor filme em 1959 e teve indicações nas categorias de melhor som e melhor direção de arte.~*~







