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Os 10 melhores filmes de todos os tempos

10 de agosto 2012 - 18h15 Por Redação Douranews
Os 10 melhores filmes de todos os tempos
A revista Sight and Sound, uma publicação do British Film Institute, tem o costume de divulgar uma lista dos melhores filmes de todos os tempos desde 1962. Nesta última quarta, a nova lista trouxe uma surpresa para todos os leitores.
A votação contou com 846 votos de profissionais do mundo todo, entre críticos, diretores e exibidores. Confira a lista completa:
10º - 8½
Oito e meio (8 ½) é um filme franco-italiano de 1963, do gênero drama, dirigido por Federico Fellini e com trilha musical assinada pelo compositor Nino Rota.

Oito e meio é um filme autobiográfico, com muitas cenas retiradas da vida do próprio diretor. Segundo o próprio Fellini, algumas cenas foram concebidas através de seus sonhos. O título do filme é uma referência à carreira do próprio diretor, que até então já havia dirigido seis longa-metragens, dois episódios de filme e havia co-dirigido um longa-metragem.

Fellini chegou a cogitar a possibilidade de escalar o ator Laurence Olivier como o protagonista de Oito e meio, mas acabou optando por Marcello Mastroianni.


O filme retrata a crise de criatividade de um cineasta chamado Guido Anselmi, que demonstra um certo esgotamento no seu estilo de vida e resolve se internar em uma estação-de-águas para buscar inspiração.

Usa de uma estratégia engenhosa para contornar o bloqueio criativo que—conta-se—o próprio Fellini estaria sentindo: contar a própria dificuldade de realizar um filme. E ainda obter o prestígio de fazer um filme metalinguístico, que usa a linguagem do cinema para comentar um filme que seus personagens estão fazendo.

O filme tem grandes influências da psicanálise jungiana, da qual Fellini era um entusiasta. Um exemplo é o grande foco nos sonhos do protagonista para explicar sua persona e acontecimentos de sua infância. O uso da fotografia preta e branca também serve para reforçar o conceito jungiano de sombra.

09º - A Paixão de Joana d'Arc


A Paixão de Joana d'Arc (La Passion de Jeanne d'Arc) é um filme mudo francês de 1928, dirigido por Carl Theodor Dreyer. O roteiro é baseado nos documentos históricos do julgamento de Joana e reconhecido mundialmente como um marco na história do cinema.

Foi o primeiro filme produzido sobre a heroína francesa Joana D'Arc, interpretada por Renée Jeanne Falconetti. A renomada crítica de cinema da revista The New Yorker, Pauline Kael, considerou o trabalho de Falconetti como 'talvez a melhor interpretação de um ator já gravada em película'.
O cineasta dinamarquês Carl Theodor Dreyer mostra o grande sofrimento interior da jovem frente as acusações e o abandono tanto dos membros da Igreja Católica quanto de seus compatriotas. O cenários e figurinos são simples e há muitos close-ups no rosto dos atores.
O filme detalha as últimas horas de vida de Joana e ocorre após ela ter sido capturada pelos ingleses, cobrindo a prisão, tortura, julgamento e execução da heroína. O que mais chamou a atenção do filme em seu lançamento, foi o trabalho de câmera, inovador na época, e o método de trabalho de Dreyer, que impediu que seus atores usassem maquiagem no filme, de maneira que suas expressões faciais, tomadas em close, sobressaíssem mais.
Falconeti recbeu vários prêmios por sua multifacetada performance como Joana, neste que foi seu segundo e último papel no cinema. Dreyer tentou usar em seu filme a nova tecnologia de som, que no ano anterior surgiu em O Cantor de Jazz, o primeiro filme sonoro, mas com um orçamento insuficiente para tal, o fez mudo, com legendas.

O filme foi banido na Inglaterra, por mostrar cenas em que Joana é atormentada por soldados ingleses que lembravam graficamente a tortura de Cristo pelos romanos e seu negativo original dado como perdido durante décadas, até a fita master ser encontrada num sanatório para doentes mentais em Oslo, na Noruega, em 1981. Esta versão é hoje disponível em DVD.
Falconetti é colocada como a 26ª maior interpretação do cinema e a primeira da era do cinema mudo, na lista da Premiere, a mais importante dos Estados Unidos.

08º - Man With a Camera

Man With a Camera  (Человек с киноаппаратом), é um documentário mudo experimental de 1929, sem história e sem atores, criado pelo diretor russo Dziga Vertov e editado por sua mulher Elizaveta Svilova.
O filme apresenta a vida urbana em Odessa e outras cidades soviéticas. Do amanhecer ao anoitecer cidadãos soviéticos são mostrados no trabalho e no lazer, e interagindo com a maquinaria da vida moderna.
Este filme é famoso pela variedade de técnicas cinematográficas que Vertov inventa, implanta ou desenvolve, tais como dupla exposição, movimento rápido, câmera lenta, quadros congelados, cortes de salto,  telas divididas, closes extremos e animações em stop-motion.
07º - Rastros de Ódio
Rastros de Ódio (The Searchers) é um filme de 1956 do gênero Western, dirigido por John Ford. Provavelmente baseado na lendária história da jovem Cynthia Ann Parker (mãe do líder comanche Quanah Parker), que em 1836 foi raptada por guerreiros Comanches.
Filmado no cenário favorito de Ford, o Monument Valley, Utah. Algumas cenas adicionais foram feitas em Mexican Hat, Utah, e Bronson Canyon em Griffith Park, Los Angeles. Quando do lançamento, o filme teve uma modesta repercussão, mas com o tempo passou a ser considerado um clássico do cinema.
Em 1868, o veterano ex-oficial confederado Ethan Edwards retorna da Guerra Civil Americana e vai para o rancho de seu irmão na zona rural do Texas. Pouco tempo depois de sua chegada, os Comanches matam seu irmão e sua cunhada e raptam as duas filhas, uma delas ainda menina. Com a ajuda do filho adotivo de seu irmão, Martin Pawley, mestiço índio, Ethan, que odeia todos os ameríndios, começa a perseguir os Comanches para resgatar as sobrinhas. Para ele e também para os que o cercam (exceto Martin), é melhor "certificar-se" de que elas estão mesmo mortas e não vivas e abusadas pelos selvagens (um dos temas do filme é a discussão do racismo).
Ethan se mostra obcecado e próximo de psicótico em sua perseguição, havendo suspeitas de que seu amor pelas sobrinhas se deve ao fato de ter amado a mãe delas, a esposa de seu irmão. Mais tarde, Ethan encontra o corpo assassinado da mais velha, Lucy. Recrudescem os esforços na busca da mais nova, Debbie. A procura tomará mais cinco longos anos.
06º - 2001: Uma Odisséia no Espaç

2001 - Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey ) é um filme norte-americano de 1968 dirigido e produzido por Stanley Kubrick, co-escrito por Kubrick e Arthur C. Clarke. O filme lida com os elementos temáticos da evolução humana, tecnologia, inteligência artificial e vida extraterrestre. É notável por seu realismo científico, efeitos visuais pioneiros, imagens ambíguas que são abertas a ponto de se aproximarem do surrealismo, som no lugar de técnicas narrativas tradicionais e o uso mínimo de diálogo.

O filme é memorável por sua trilha sonora, resultado da associação feita por Kubrick entre o movimento de satélites e os dançarinos de valsas, o que o levou a usar Danúbio Azul, de Johann Strauss II e o famoso poema sinfônico de Richard Strauss, Also sprach Zarathustra, para mostrar a evolução filosófica do Homem, teorizado no trabalho de Friedrich Nietzsche de mesmo nome.

Apesar de ter sido recebido inicialmente de forma mista, 2001: A Space Odyssey é atualmente reconhecido pela crítica e pelo público como um dos melhores filmes já feitos. Foi indicado a quatro Oscars, recebendo um por Melhores Efeitos Visuais. Em 1991, ele foi considerado "culturalmente, historicamente ou esteticamente significante" pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos para ser preservado no National Film Registry.

Na história, desde a "Aurora do Homem" (a pré-história), um misterioso monolito negro parece emitir sinais de outra civilização interferindo no nosso planeta. Quatro milhões de anos depois, no século XXI, uma equipe de astronautas liderados pelo experiente David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood) é enviada à Júpiter para investigar o enigmático monolito na nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000. Entretanto, no meio da viagem HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando um a um os tripulantes.

(curiosidade: HAL é formado pelas letras anteriores de IBM, a famosa empresa de informática).



05º - Aurora


Aurora (Sunrise ― a song of two humans) é um filme mudo de 1927, o primeiro dirigido por F. W. Murnau em Hollywood. Seu roteiro foi adaptado a partir do conto Viagem a Tilsit, do escritor alemão Herrman Suderman, embora nele possam ser inegavelmente encontrados vários elementos do romance Uma história americana, de Theodore Dreiser, lançado dois anos antes e o sucesso comercial literário daquela época nos Estados Unidos.

Um dos mais importantes filmes da cinematografia mundial, e o até então mais caro lançado pela Fox Film Corporation, Aurora foi laureado com três Oscar em 1929. Recebeu, em 1989, a classificação de significância histórica, estética e cultural pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e foi selecionado para preservação pelo British Film Institute. Numa pesquisa feita entre críticos para este mesmo instituto, Aurora foi considerado o sétimo maior filme da história do cinema, ao lado de O encouraçado Potemkin, do cineasta soviético Sergei Eisenstein. Em 1967, a revista Cahiers du Cinéma escolheu Aurora como "a maior obra-prima da história do cinema".

Na história um fazendeiro, seduzido por uma moça da cidade, tenta afogar sua mulher, mas desiste no último momento. Esta foge para a cidade, mas ele a segue para provar o seu amor.


04º - A Regra do Jogo


A Regra do Jogo (La règle du jeu) é um filme de 1939 dirigido por Jean Renoir sobre a alta classe da sociedade francesa antes do início da Segunda Guerra Mundial.

O filme de Renoir é em parte uma adaptação de Les Caprices de Marianne, uma comédia de costumes popular no século XIX de Alfred de Musset, e é hoje amplamente reconhecido como o maior dos filmes de Renoir além de um dos maiores filmes de todos os tempos.

O filme é uma montagem farsesca que se transforma em uma tragédia no ato final. É caracterizado por elementos temáticos comuns à maioria dos trabalhos de Renoir, como o relativismo moral demonstrado pelos personagens ou uma aborrecida morte sem sentido.


O filme mostra um grupo de aristocratas e burgueses, reunidos em uma mansão para um fim-de-semana de caça, e seu envolvimento com a criadagem que está lá para servi-los. O francês André Jurieu (Roland Toutain) é um herói da aviação que se apaixonou por Christine de la Chesnaye (Nora Gregor), casada com o poderoso aristocrata Robert de la Chesnaye (Marcel Dalio). Sem saber da atração do aviador por sua esposa, o nobre convida a ele e a um outro amigo (interpretado pelo próprio Jean Renoir) para passar o fim-de-semana em sua casa de campo. Isso desencadeia uma série de fatos que tem como objetivo maior criticar e expor a decadência moral da alta sociedade francesa.


03º - Era Uma Vez em Tóquio


Tokyo Story (東京物語 Tōkyō Monogatari) é um filme japonês de 1953 dirigido por Yasujirō Ozu.

O filme conta a história de Shikichi e sua esposa Tomi, já idosos, que vêm de Onom para Tóquio, visitar os filhos, após uma ausência de 20 anos. Hospedam-se inicialmente com a família do filho mais velho, Koichi, médico e dono de um pequena clínica nos suburbios de Tóquio. Entretanto, Koichi não dispensa de tempo e condições financeiras para oferecer aos pais a atenção necessária. Sentindo-se despresados, eles mudam-se para a casa da filha mais velha, Shige. Shige é dona de um salão de beleza e vive demasiado aterefada para acompanhar os pais. Eles, percebendo a irritação da filha mudam-se. Será apenas Noriko, viúva do filho mais novo, Shoji, que lhes oferece a genuína hospitalidade. Koichi e Shige convencem os pais a viajar para Atami, uma estância de águas.



02º - Cidadão Kane

Cidadão Kane (Citizen Kane) é um filme norte-americano de 1941, dos gêneros drama e suspense, dirigido por Orson Welles.

Cidadão Kane foi o primeiro filme longa-metragem dirigido por Orson Welles, considerado um rapaz prodígio, e que havia angariado fama com suas peças de teatro e narrações radiofônicas.

O filme encontrou forte oposição por parte de William Randolph Hearst, pois ele julgava que a obra denegria sua imagem. Em realidade, havia mesmo muitos pontos coincidentes das biografias de Hearst e de Kane.

Cidadão Kane marcou sua época devido às inovações, sobretudo nas técnicas narrativas e nos enquadramentos cinematográficos. O filme começa com o protagonista já morto, mudando-se a cronologia dos fatos; e a cenografia mostra pela primeira vez o teto dos ambientes.

Mesmo dirigindo outros filmes após Cidadão Kane, o diretor Orson Welles nunca mais conseguiu restabelecer sua fama a ponto de ser contratado novamente por um grande estúdio de Hollywood.

Cidadão Kane é supostamente baseado na vida do magnata do jornalismo William Randolph Hearst (publicamente, Welles negava), e conta a história de Charles Foster Kane, um menino pobre que acaba se tornando um dos homens mais ricos do mundo.

O filme foi considerado, por grande parte da crítica especializada, como o maior filme da história até o momento, figurando em primeiro lugar na lista do American Film Institute (AFI). Porém, no ranking divulgado esse ano pela revista Sight and Sound, Cidadão Kane não ficou no topo pela primeira vez na história.

01º - Um Corpo que Cai


Um corpo que cai (Vertigo) é um filme estadunidense de 1958, do gênero suspense, dirigido por Alfred Hitchcock.

Deteriorados pelo tempo e pela má conservação, os negativos originais do filme, considerado a maior obra-prima do mestre Hitchcock e o maior filme de todos os tempos, foram restaurados completamente em 1996, a um custo de um milhão de dólares, por Robert Harris e James Katzos, os mesmos laboratoristas que recuperaram os originais de Lawrence da Arábia e Minha bela dama.

O filme mostra Madeleine, uma bela mulher que vem sofrendo com uma crise de identidade: ela tem visões e um comportamento estranho. Seu marido pede a John Ferguson, um detetive aposentado e que sofre de acrofobia, que investigue as saídas misteriosas da esposa. Inicialmente, Scottie reluta, mas diante da insistência do colega, ele concorda em seguir a mulher. O marido acredita que Madeleine esteja sendo possuída por sua bisavó Carlotta, que tinha tendências suicidas.

O filme ganhou o Oscar de melhor filme em 1959 e teve indicações nas categorias de melhor som e melhor direção de arte.~*~