A abertura da Campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, no auditório da Governadoria, reuniu hoje (20) entidades que compõem a rede de enfrentamento e que trabalham para amparar e dar orientação necessária à mulher vítima de violência. Este esforço conjunto e a implantação da Lei Maria da Penha têm garantido não só na Capital, mas em todo o Estado, um atendimento de qualidade e desta forma, contribuído para que mais mulheres possam denunciar seus agressores.
Por meio da Subsecretaria da Mulher e da Promoção da Cidadania, a rede de enfrentamento é composta por delegacias especializadas (Deam) e centros de referência de atendimento à mulher na Capital e interior, além de contar com inúmeros parceiros. A Deam de Campo Grande, por exemplo, atende por dia cerca de 70 mulheres vítimas de agressão. Conforme a titular da delegacia, Rosely Aparecida Molina, o mês de outubro fechou com quase cinco mil ocorrências em Campo Grande. “E no Estado foram cerca de 10 mil ocorrências. Isso significa que as mulheres estão confiando em todo o trabalho que está sendo realizado. Essa divulgação deste trabalho é a grande responsável por isso”, justificou.
De acordo com Rosely Molina, a mulher pode contar com uma delegacia pronta para recepcionar estas mulheres e dar um atendimento para orientá-las. “Lá temos um ambiente acolhedor com pessoas especializadas. Antes a preocupação era como a mulher ia ser recebida e elas achavam que a policia era de difícil acesso. Hoje temos um aparato estatal pronto para isso onde ela [mulher] sabe que o primeiro passo é procurar ajuda e buscar os seus direitos”, comentou.