O governo do Paraguai anunciou ontem (3) que vai chamar especialistas internacionais para esclarecer as circunstâncias da morte do candidato à Presidência Lino Oviedo, ocorrida na noite de sábado (2), após a queda do helicóptero em que viajava. "Vamos chamar especialistas internacionais. A ideia é esclarecer como tudo aconteceu", afirmou em entrevista coletiva o diretor da Aeronáutica Civil, Carlos Fugarazzo.
Além de Oviedo, morreram no acidente o guarda-costas dele, Derlis Galeano, e o piloto do avião, Ramón Aurelio Picco. O governo declarou três dias de luto oficial pela morte do líder do partido Unace e afirmou que não se descarta nenhuma hipótese sobre as causas do acidente.
Fugarazzo afirmou, no entanto, que a primeira versão é de que as condições climáticas não eram propícias para que a aeronave, um Robinson 44 vermelho, fizesse o voo que partiu na noite de sábado da cidade de Concepción, depois de um comício político.
Ex-chefe do Exército paraguaia, de origem camponesa, Oviedo foi o homem que intimou pessoalmente a rendição do ditador Alfredo Stroessner em 1989 e provocou a queda do regime. Os principais adversários dele nas eleições presidenciais eram Horacio Cartes, do opositor Partido Colorado, e Efraín Alegre, do Partido Liberal (de situação).