A Vigilância Sanitária de Campo Grande pede aos comerciantes que retirem das prateleiras qualquer tipo de bebidas da marca Ades. A retirada foi determinada por uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada na segunda-feira (18), que suspendeu a fabricação, distribuição, venda e consumo de alguns lotes dos produtos que teriam sido contaminados.
Em nota, a prefeitura da cidade informou que a medida foi tomada porque não tem como a Vigilância percorrer todos os estabelecimentos para fazer a retirada. Os donos de locais que vendem as bebidas Ades são orientados sobre a ordem durante fiscalizações de rotina.
Risco
Na última quinta-feira (14), a Unilever, fabricante do produto, já havia anunciado o recall e admitiu ter detectado o problema em 96 unidades do produto, do lote com as iniciais AGB 25, fabricado em 25 de fevereiro. O consumo pode causar queimaduras, forte sensação de ardência na boca, enjoo e náusea.
A empresa afirma que retirou do mercado todas as unidades produzidas na linha da fábrica, localizada em Pouso Alegre (MG), onde foi detectada a contaminação.
O chefe do serviço de fiscalização e alimentação da Vigilância Sanitária de Campo Grande, Leonardo Azambuja Jacarandá, disse ao G1 que os produtos da marca só poderão voltar a ficar à disposição do consumidor depois que a Anvisa constatar que a fábrica mencionada pela resolução corrigiu o problema na fabricação.
“A agência recomenda que, se o consumidor adquiriu o produto, entre em contato com o comércio ou com a fábrica por meio do SAC, que é gratuito, para que o produto seja trocado ou o dinheiro devolvido”, afirma.
Segundo ele, a resolução diz que a medida foi tomada "por suspeita de [os produtos] não atenderem às exigências legais e regulamentares da agência" e que tem caráter temporário, adotado como precaução. Caso seja verificado que o problema tenha, de fato, sido solucionado e que não atingiu outros lotes e sabores, os produtos poderão ser, novamente, liberados pela Anvisa.