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Vazamento de óleo em São Sebastião chega à enseada de Caraguatatuba

07 de abril 2013 - 11h45 Por Redação Douranews
Vazamento de óleo em São Sebastião chega à enseada de Caraguatatuba

A Capitania do Portos de São Sebastião informou no fim da tarde deste sábado (6) que o óleo que vazou de uma das redes do píer do Terminal Aquaviário Almirante Barroso (Tebar) da Petrobras chegou à enseada de Caraguatatuba, que fica cerca de 10 quilômetros distante da origem do incidente.

Inicialmente, a mancha que atingiu a enseada de Caraguatatuba tinha cerca de três quilômetros de extensão, mas ela se dividiu. Uma parte dela está localizada próxima à Praia da Enseada, em São Sebastião, e a outra no Rio Juqueriquerê, no limite entre as duas cidades.

De acordo com o delegado da Capitania dos Portos, Alexandre Motta de Sousa, o fato da mancha de óleo ter chegado à enseada de Caraguatatuba não quer dizer que as praias da cidade serão também atingidas. Mesmo assim, os funcionários da Petrobras devem continuar com o trabalho de contenção do material durante a noite deste sábado e a madrugada deste domingo (7).

"Eles vão continuar trabalhando durante o período noturno e a madrugada, é claro com uma equipe reduzida, mas vão seguir. Estão instalando geradores para manter luzes acesas nas praias da Enseada e das Cigarras para ajudar na visualização noturna. Amanhã (domingo) devem fazer um novo voo pela região para fazer uma nova análise", disse.

Em São Sebastião, a balneabilidade das praias do centro ao norte da cidade está comprometida. Desde o início da tarde, a Vigilância Sanitária orienta que os banhistas evitem nove praias na cidade.

"A continuidade do trabalho é importante para não deixar essa mancha em movimentação se desgarrar, pois ela pode sujar outras praias, inclusive as de Caraguatatuba", afirmou Sousa.

A Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião está acompanhando as ações e vai instaurar inquérito para apurar as causas. De acordo com Sousa, o trabalho de remoção ainda deve levar pelo menos mais um dia. "É difícil estimar um tempo para remoção completa do óleo, mas isso depende muito do tempo, de condição da corrente marítima, uma série de fatores. Hoje, o tempo ajudou. A corrente não estava forte, não teve ventos, o tempo ajudou", explicou Sousa.