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Delcídio diz que reunião traz resultados positivos para eliminar conflito

21 de junho 2013 - 13h05 Por Redação Douranews
Delcídio diz que reunião traz resultados positivos para eliminar conflito

O  senador Delcídio do Amaral (PT/MS) avalia como “bastante positivos” os resultados da reunião realizada nesta quinta-feira (20), no Palácio Popular da Cultura, em Campo Grande, para encaminhar soluções que permitam acabar com os conflitos envolvendo índios e produtores rurais pela posse da terra em Mato Grosso do Sul.  No encontro, o secretário geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, comunicou a decisão da presidente Dilma Rousseff de autorizar a compra da fazenda Buriti, com o objetivo de resolver de imediato a disputa no município de Sidrolândia.

“Todos os segmentos envolvidos na questão tiveram total liberdade para emitir suas opiniões e o  encaminhamento dado é bastante positivo, com chances reais de acabar, uma vez por todas, com esse clima de guerra que não interessa a ninguém, nem as etnias, nem aos produtores, nem ao poder público e nem a população do nosso estado. Agora vamos continuar trabalhando duro para, no prazo de 45 dias definido aqui, cumprirmos os compromissos assumidos hoje, para trazer tranqüilidade aos índios e aos fazendeiros”, afirmou o senador, que veio de Brasília no mesmo avião que trouxe as autoridades federais que participaram do encontro.

Na próxima quinta-feira (27), um grupo de trabalho formado por representantes dos governos estadual e federal, lideranças indígenas e produtores rurais se reúne em Campo Grande para tomar as primeiras providências, entre elas avaliar a fazenda Buriti.

“A bancada federal que representa Mato Grosso do Sul em Brasília colocou uma emenda ao Orçamento da União, no valor de R$ 50 milhões, para atender esses primeiros passos, com  prioridade para a compra de terras onde a tensão entre índios e produtores  é maior. Depois, vamos montar um amplo programa de trabalho para que, dentro ainda do mandato da presidenta Dilma, se possa equacionar, de uma vez por todas, os conflitos hoje existentes em diferentes regiões do estado, é claro, à luz do que determina a Constituição e com a participação do Conselho Nacional de Justiça, do Ministério Público e da Advocacia Geral da União, para que não haja nenhum questionamento de ordem jurídica e, acima de tudo, não se  crie precedentes que venham a prejudicar essas ações”, disse Delcídio.