Dirigentes sindicais de Mato Grosso do Sul estão intrigados com o que classificam de ‘desempenho espetacular’ do novo presidente da CUT/MS (Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul), Genilson Duarte. Eleito durante Congresso Extraordinário da Central, realizado em abril em Corumbá, o servidor da Funasa segue desempenhando as atividades na Fundação de Saúde e consegue conciliar funções classistas, mesmo sem ter sido cedido para o movimento sindical.
Recentemente, por exemplo, durante as manifestações organizadas pelo movimento popular, em apoio ao protesto nacional, o presidente da CUT participou ativamente, das reuniões preparatórios, dos atos de organização e de toda a grande passeata registrada como uma das maiores do País, pelas avenidas centrais de Campo Grande. “Só não conseguimos descobrir ainda que horas ele está trabalhando”, disse um sindicalista eu participou do Congresso de Corumbá e acompanha as atividades da Central em MS.
A disputa entre Jefferson Borges (123 votos) e Genilson Duarte (151) mobilizou os 274 participantes do Congresso. Eleito com a palavra de ordem ‘resgatar a CUT’, o novo presidente ainda não conseguiu cedência da Funasa para se dedicar integralmente à organização sindical e o controle das ações da entidade estadual que deveria conduzir as principais reivindicações dos movimentos sociais. “Para ele estar presente em todas as nossas ações, deveria se dedicarão movimento, ou então se resolver em relação ao emprego público, porque desta forma está se resgatando a prática imoral e indecente que o movimento todo condena”, reagiu um sindicalista filiado à CUT/MS.