Está praticamente finalizado o IAD/MS (Índice Ambiental de Desenvolvimento MS), estudo que vai revelar as condições da preservação ambiental de todos os municípios de Mato Grosso do Sul. Nesta sexta-feira (26), às 8 horas, no auditório da Semac (Secretaria estadual de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia), será apresentado um resumo da publicação a um grupo de 35 técnicos que colaboraram diretamente na elaboração do Índice, mas só em outubro o estudo completo estará à disposição do público.
O IAD/MS resulta de quatro anos de estudos elaborados pela equipe técnica da Semac, sob responsabilidade do secretário Carlos Alberto Negreiros Said de Menezes. A condução dos trabalhos ficou a cargo da CPPPM (Coordenadoria de Pesquisas, Planos, Projetos e Monitoramentos), que tem como responsável Zaida de Andrade Lopes Godoy, doutorando em Sustentabilidade Social e Desenvolvimento, e foi gerenciado pela doutora Maria Helena Pereira Vieira, gerente executiva da Superintendência de Planejamento da Semac.
O IAD/MS é a dimensão ambiental do Índice de Desenvolvimento Sustentável de Mato Grosso do Sul (IDS/MS), um parametrizador que aborda, ainda, as dimensões social, econômica e institucional do Estado. O IDS servirá para monitorar e avaliar as ações implementadas dentro do Plano de Desenvolvimento Regional de Mato Grosso do Sul (PDR-2030). Para efeito de planejamento, Mato Grosso do Sul foi dividido em nove regiões: Campo Grande, Grandourados, Bolsão, Norte, Pantanal, Sudoeste, Leste, Cone-sul e Sul-fronteira.
Zaida Godoy explica que os indicadores de desenvolvimento sustentável são fundamentais para monitorar e avaliar as ações governamentais orientadas pelo PDR-2030. O indicador ambiental tem um papel preponderante porque condiciona as políticas públicas em conformidade com a postura do município no tocante à conservação do meio ambiente.
Antes de se iniciar a elaboração do Índice foi necessário desenvolver os estudos subsidiários: o Caderno Geoambiental das Regiões de Planejamento de Mato Grosso do Sul, o Caderno de Indicadores Dimensão Ambiental, Geoambientes da Faixa de Fronteira e Indicadores Ambientais da Faixa de Fronteira. Cada uma dessas publicações demandaram anos de estudos e reúnem informações técnicas em mais de 1.400 páginas.
Temas e variáveis
Para efeito da avaliação estão sendo consideradas 21 variáveis dentro dos temas: Biodiversidade, Água Doce, Terra, Atmosfera e Saneamento. Dentro do tema Biodiversidade considera-se a área de conservação ambiental existente no município, sejam parques, reservas, área de uso sustentável e terras indígenas. No tema Água Doce analisa-se o índice de qualidade da água e matas ciliares dos rios do município. No tema Terra, a área de desmatamento e focos de queimadas. No tema Atmosfera, a qualidade do ar e no tema Saneamento, o acesso ao sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
As informações sobre a situação de cada um desses temas foram reunidas de 32 fontes, classificadas na publicação como parceiros. Os principais parceiros são o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), Detran (Departamento Estadual de Trânsito), Ministério do Meio Ambiente e Universidades.