Cerca de 300 manifestantes vestidos de branco se concentraram em frente ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) para protestar contra ações judiciais que impedem a operação da empresa Telexfree, denunciada por supostamente trabalhar no esquema de pirâmide financeira. Segundo um dos líderes do protesto, Ulisses Henrique Marioto, a manifestação questiona a decisão da Justiça, já que nenhum consumidor foi afetado."É como se uma vontade soberana prevalecesse à margem da lei, então estão prejudicando todos aqui de São Paulo.
Como eles bloqueiam a empresa falando que está no Código de Defesa do Consumidor, sendo que não tem nenhum consumidor lesado? Além do conceito estar equivocado, não existe nenhum lesado."Da avenida Paulista, os manifestantes seguiram até a Consolação, onde bloquearam duas faixas da rua. Marioto explicou que a reivindicação é sobre o direito ao trabalho. "Agora somos uma categoria, assim como os metalúrgicos.
Estamos reivindicando nosso direito ao trabalho. (Queremos o) desbloqueio imediato da Telexfree, porque tem famílias que estão sem emprego, passando fome, inclusive se suicidando. Se o Ministério Público continuar a investigação, não somos contra, desde que faça de acordo com os marcos institucionais, de acordo com a vara criminal." "Se eles quisessem acabar com a empresa do jeito que supostamente estamos achando que eles querem, eles deveriam ter bloqueado o cadastro e deixado o pessoal receber as contas, mas eles simplesmente tesouraram o dinheiro. Isso não tem fundamento nenhum. A medida deles não tem ordem jurídica e trata de caráter político e econômico", completou.
A Companhia de Engenharia de Tráfego informou que agentes de trânsito foram enviados para acompanhar o protesto. Às 14h10, eram registrados 900 metros de lentidão na Paulista, entre a Peixoto Gomide até a rua da Consolação, no sentido Paraíso.