Um jovem de 24 anos, que veio de Serra Leoa para participar da JMJ (Jornada Mundial da Juventude), no Brasil, é um dos 43 peregrinos estrangeiros [incluindo oriundos do Paquistão e do Congo] que já deram entrada no processo de regularização da estada no país após a visita do papa Francisco que veio coordenar as ações da Jornada.
O jovem, identificado apenas por A. é uma das vítimas da intolerância desses países. Aos 4 anos, ele viu o pai e a irmã mais velha serem assassinados pelos vizinhos por conta da opção religiosa: a família era católica. Quando fez 9 anos, A. foi levado à força para uma floresta próxima à vila onde morava, no oeste de Serra Leoa, para participar de um ritual de inicialização tribal durante o teve o corpo perfurado com ganchos.
O jovem decidiu pedir refúgio ao Brasil, alegando perseguição religiosa ou questões relacionadas ao conflito armado no país. “A JMJ foi a oportunidade que tive para sair do meu país”, relatou ele ao jornal OGlobo.