A inauguração do Hospital de Clínicas de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, se transformou em um evento político para o ministro da Saúde e pré-candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, e para a própria presidente Dilma Rousseff. O prefeito da cidade, Luiz Marinho (PT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estiveram presentes. Lula foi o único a não discursar. Convidado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), não compareceu e enviou o secretário da Saúde David Uip para representá-lo.
"Chegamos à conclusão de uma coisa muito importante, que aprendemos com o presidente Lula, que dizia o seguinte: 'não fui eleito para construir muquifos para o povo brasileiro'. Eu também não fui. Nós fomos eleitos para buscar para o povo brasileiro aquilo que há de melhor", disse Dilma.
A obra foi iniciada em 2010, ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo federal contribuiu com cerca de 50% dos R$ 240 milhões que foram disponibilizados para a obra e para a equipagem do hospital. A outra metade contou com recursos da prefeitura de São Bernardo do Campo e do governo do Estado de São Paulo.
Apesar de toda a pompa, somente 24% dos leitos estarão em funcionamento a partir da próxima semana. O hospital só passa a funcionar em sua totalidade em 2015. Antes da cerimônia, uma dupla sertaneja animou o público e, ao final, houve queima de fogos e balões coloridos foram lançados ao ar.
Nesta primeira etapa da inauguração estarão disponíveis 70 leitos - 30 de clínica médica, 14 de Ortopedia e Traumatologia, 10 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para adultos e seis de neurocirurgia. Até 2015 estão previstos 293 leitos. O hospital foi batizado com o nome do ex-vice presidente da República José Alencar.
Em seu discurso, Dilma defendeu o programa Mais Médicos, a principal bandeira de Alexandre Padilha durante a sua gestão. "Resolvemos fazer um chamamento de médicos para atender a população. Vamos fazer uma reavaliação do programa em março e, se for necessário, traremos ainda mais médicos", disse Dilma.
A presidente prosseguiu: "nunca podemos pensar pequeno. É preciso pensar grande, como o tamanho do nosso País". Durante os discursos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ficou sentado entre Dilma e Padilha, conversou com o pré-candidato paulista. Os dois eram observados por David Uip, secretário de Alckmin, que estava logo atrás.