O Corpo de Bombeiros notificou, nesta quinta-feira (20), a universidade Anhanguera-Uniderp em Campo Grande, por atrasos no projeto de brigadas de incêndio e particular. Notificação ocorreu um dia após a morte da estudante de arquitetura Alana Cristina dos Santos, de 18 anos.
Conforme o coronel dos bombeiros Joilson De Paula, uma vistoria foi feita na instituição depois que colegas questionaram o socorro recebido pela vítima.
A jovem passou mal e, de acordo com boletim de ocorrência, ela morreu de parada cardiorrespiratória e houve tentativa de reanimação por uma hora e 20 minutos. Alunos afirmaram que a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e os médicos do Centro de Especialidades Médicas (Cemed) da Anhanguera-Uniderp estavam sem desfibrilador e tentaram reanimar a jovem por meio de massagem cardíaca.
Uma lei estadual, de setembro de 2005, diz que é obrigatória a disponibilização de aparelho desfibrilador cardíaco em locais com circulação diária superior a 1,5 mil pessoas.
Segundo De Paula, a fiscalização sobre a disponibilidade de desfibriladores não é responsabilidade da corporação. O que compete aos bombeiros é a fiscalização sobre a brigada de incêndio e brigada particular, que a universidade não possui, mas o projeto apresentado pela instituição já foi aprovado e eles estavam dentro do prazo de adequação.
Durante a vistoria, foi constatado que alguns itens não foram cumpridos dentro do prazo estipulado no projeto. Conforme a corporação, a universidade tem o prazo de 30 dias para fazer as adequações e, caso não resolva o problema, receberá outra notificação e multa.
De Paula disse que a brigada tem três equipes com responsabilidades diferentes: combate a incêndio, primeiros socorros e escape. Caso houvesse uma equipe de socorro, eles deveriam fazer o reconhecimento da parada cardiorrespiratória, iniciar manobras de ressuscitação e levar a equipe de socorro até a vítima.
Ainda segundo o coronel, o uso do desfibrilador não é recomendado em todos os casos e a aplicação do aparelho é automática. Quando se posiciona o aparelho sobre a vítima, ele identifica se há necessidade de aplicação. O aparelho deve ser usado em casos de fibrilação ventricular e taquicardia ventricular com ausência de pulso. A primeira medida a ser adotada em caso de parada cardiorrespiratória é a manobra de ressuscitação.