Pacífico revelou aos procuradores o pagamento de propina a José Milet, fiscal tributário de MS — Divulgação
O fiscal tributário José Miguel Milet Freitas, o “Palha”, citado nas delações do ex-executivo Pedro Augusto Carneiro Leão Neto e do então diretor superintendente para as Áreas Norte, Nordeste e Centro Oeste da Odebrecht, João Antônio Pacífico Ferreira.
Freitas, supostamente teria recebido R$ 82,5 mil para participar de um esquema de desvio de dinheiro para a empreiteira. O servidor seria um dos integrantes da Comissão Especial formada por agentes públicos de dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e do governo federal que negociavam repasses de verbas para os dois entes da federação.
Objetivo era destinar o recurso para a conta da Odebrecht a título de pagamento de dívida de obras feitas na década de 1980 e 1990 em ambos os Estados, que na época não tinham dinheiro para pagar as dívida. No caso a contrapartida era propina.
O valor de R$ 50 milhões de crédito readquiridos pela construtura refere-se ao ressarcimento das aposentadorias de funcionários que eram anteriormente federais e que foi assumida pelos Estados após a divisão geográfica.
A 'Comissão Especial' foi criada para solicitar esses créditos e garantir que os pagamentos da União aos Estados ocorressem normalmente em 2006.