Servidor da CGU entra em viatura da Polícia Federal em frente a uma residência em Campo Grande — Divulgação
Após reclamações de cidadãos que não encontravam medicammentos nos postos de saúde de Naviraí, município onde originou as investigaçõe. A CGU (Controladoria Geral da União comprovou que houve superfaturamento de R$ 530 mil em uma compra de medicamentos no valor de R$ 1,2 milhão.
Os envolvidos no esquema de desvio de verbas federais, no caso específico, para aquisição de medicamentos em Naviraí e em outras cidades do Estado, podem ser condenados a ressarcir os cofres públicos ou mesmo serem presos. Segundo o delegado da Polícia Federal em Naviraí, Nilson Zoccarato, a investigação tem elementos para pedir devolução de recursos e mesmo detenção dos investigados. “Mas somente MPF [Ministério Público Federal] e a Justiça Federal podem decidir isso”, concluiu.
Em Campo Grande, foram apreendidos dois celulares, um computador e outros equipamentos eletrônicos na casa do ex-prefeito de Naviraí, Leandro Peres de Matos, conhecido como Léo Matos.
No governo municipal de Campo Grande, o ex-prefeito ocupa função de assessor executivo I e chegou a ganhar R$ 3.909,26 em janeiro. No mês passado, os vencimentos dele foram elevados para R$ 12.118,68.
A prefeitura não informou quais são as responsabilidades de Matos no cargo e se ele será ou não afastado da função.