Em 2017 o Exército recebeu apenas R$ 767 milhões. — Divulgação
A segurança nas fronteiras do Brasil com o Paraguai e Bolívia ficaram mais vulneráveis do que já estavam. Com o contingenciamento orçamentário de 40% imposto pelo governo Temer, além de causar prejuízos na PRF (Polícia Rodoviária Federal) agora afeta em cheio as Forças Armadas.
O Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), projeto sediado em Dourados, - maior cidade do interior de Mato Grosso do Sul -, e estratégico para a defesa do país e contra as organizações criminosas, terá um corte expressivo de R$ 196 milhões neste ano. A unidade do Exército Brasileiro responsável pelo monitoramento na linha de fronteira entre o Brasil e Paraguai, no início de agosto necessitou recorrer ao Ministério de Defesa para efetuar o pagamento da conta de energia e evitar corte do serviço.
Segundo informações, os recursos atualmente disponíveis devem durar até setembro, fator este preocupante, pois a crise pode em breve atingir também o setor operacional.
O general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, disse que a corporação trabalha com um terço do orçamento previsto, lidando com a diminuição de investimentos há pelo menos cinco anos. Os repasses anuais, que antes eram na ordem de R$ 2 bilhões, tiveram uma diminuição drástica, de aproximadamente R$ 1,3 bilhões, este ano. Em 2017 o Exército recebeu apenas R$ 767 milhões.