Funcionário da fazenda que atirou em ex-prefeito e no genro dele é considerado foragido da Justiça — Foto: Polícia Civil/Divulgação
O depoimento de testemunhas sobre o assassinato do ex-prefeito de Amambai e assessor especial no Escritório de Gestão Política do Estado, Dirceu Luiz Lanzarini, de 62 anos, apontam que ele e o funcionário trocaram poucas palavras sobre o plantio de sementes na fazenda, pouco antes do suspeito atirar na cabeça da vítima.
"Familiares prestaram depoimento, incluindo o genro do ex-prefeito, que também foi ferido a tiros. Eles contaram o momento que antecedeu ao crime, no qual o ex-prefeito e o funcionário falavam sobre a área e o momento do plantio das sementes. Pelo diálogo não dá pra saber ao certo o que seria plantado, porém, falaram que foram apenas duas frases do autor e duas frases da vitima, pouco antes da morte", afirmou ao G1 o delegado Marcos Werneck, responsável pelas investigações.
Conforme o delegado, o funcionário Luiz Fernandes, de 54 anos trabalhava há 10 anos na fazenda e tinha o apelido de "paraguaio", embora fosse brasileiro. Desde quando foi contratado, ainda segundo a polícia, ele já teria a posse da arma usada no crime.
O suspeito, até o momento, não foi localizado. A polícia pediu a prisão dele por homicídio qualificado, além da tentativa de homicídio contra o genro da vítima, Kesley Aparecido Vieira Matricardi, de 33 anos. A Justiça autorizou e o homem é considerado foragido. Ele não possuía antecedentes criminais, de acordo com as investigações.
Nesta quinta-feira (27) a polícia intensificou as buscas, inclusive no território paraguaio. Equipes da inteligência, além do helicóptero da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) estão na região. Drones também são utilizados para fazer varredura em matas e fazendas da região.