Os ativos brasileiros, após se portarem pior do que os pares globais na véspera, tiveram ontem uma sessão de alívio e correção, com destaque para o real, que registrou a melhor performance ante o dólar dentro de uma cesta de 34 divisas.
Além de um ajuste aos avanços consistentes registrados desde o começo deste ano, a queda da moeda americana também se deu com a percepção de fluxo forte e contínuo para o Ibovespa, além de captações externas, como a do Itaú, em ritmo firme e com boa demanda. Assim, o dólar cedeu 3,29%, a R$ 5,322.
Mas o alívio do câmbio fez o mercado de juros futuros relegar, ao menos no período da tarde, o IPCA de dezembro e de 2020 acima das projeções dos analistas. Na primeira etapa, as taxas dos DIs chegaram a subir com o dado, mas os agentes viram no dólar mais fraco um bom motivo para realizar lucro ante as altas recentes. No fim, prevaleceu a visão de que os próximos passos do Banco Central já estão contratados. O mercado precifica chance majoritária de 87% de Selic estável na próxima semana e de 44% de alta da Selic em 0,25 ponto porcentual em março.
O Ibovespa capitalizou essa melhora de câmbio e juros e também subiu, a despeito do exterior vacilante ao longo do pregão. No fim, encerrou o dia com valorização de 0,60%, aos 123.998 pontos.