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Todos tm que dar sua cota de sacrifcio, diz Mouro, sobre policiais na PEC

10 de março 2021 - 12h50 Por Estadão Contéudo
Todos tm que dar sua cota de sacrifcio, diz Mouro, sobre policiais na PEC
O vice-presidente da Repblica, Hamilton Mouro, defendeu nesta quarta-feira a manuteno dos gatilhos fiscais da PEC Emergencial para todas as categorias de servidores, incluindo os profissionais da segurana pblica. Para Mouro, nesse momento de dificuldade fiscal, no pode existir "tratamento desigual" e "todos tm que dar sua cota de sacrifcio". A PEC foi aprovada em primeiro turno na Cmara nesta madrugada, por 341 votos a favor e 121 contra, e ser apreciada em segundo turno nesta quarta-feira. O texto desagradou policiais que esperavam que o governo cumprisse a promessa de deix-los fora do ajuste fiscal."No resta dvida que o segmento da segurana pblica extremamente importante porque prov uma das necessidades bsicas da populao", disse Mouro ao chegar ao Palcio do Planalto pela manh. "Mas da mesma forma que a gente reclama que no pode haver tratamento desigual, ento as pessoas tm que compreender a situao fiscal que o governo se encontra - no s o federal, mas os dos Estados e municpios - e que um momento de crise que requer medidas em que todos tm que dar a sua cota de sacrifcio", completou. Na votao do primeiro turno, o relator, Daniel Freitas (PSL-SC), manteve o texto do Senado, com todas as categorias de servidores sob alcance das medidas de conteno gastos, como congelamento de salrios de servidores, quando houver elevado comprometimento das finanas de Unio, Estados e municpios. O sinal verde para liberar policiais das restries veio depois de o prprio presidente Jair Bolsonaro ter endossado, a contragosto do Ministrio da Economia, uma tentativa de fatiar a PEC para deixar de fora parte das medidas mais duras. A investida acabou no vingando.Agora pela manh, haver uma entrevista coletiva organizada por mais de 20 entidades policiais contrrias ao texto da PEC. Segundo membros da categoria, que se mobilizam para realizar protestos e aprovar indicativo de paralisao, o governo trata os profissionais da segurana pblica com "desprezo".