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Polícia fecha cassino clandestino com Gabigol, MC Gui e mais de 200 pessoas em SP

14 de março 2021 - 20h30 Por Estadão Contéudo
Polícia fecha cassino clandestino com Gabigol, MC Gui e mais de 200 pessoas em SP
O atacante Gabriel Barbosa, do Flamengo, foi flagrado em cassino clandestino na madrugada deste domingo, na Vila Olímpia, bairro nobre na zona sul de São Paulo. A Polícia Civil fechou o estabelecimento de luxo, que funcionava de maneira ilegal, já que jogos de azar são proibidos no Brasil, e encaminhou o jogador e todas as outras pessoas que estavam no local à Delegacia de Crime contra a Saúde Pública, no centro de São Paulo. Segundo a polícia, havia mais de 200 pessoas jogando. No momento da operação, além de Gabriel, o funkeiro MC Gui também foi encontrado dentro do estabelecimento. O jogador estava escondido embaixo de uma mesa. Os dois, e os outros presentes, incluindo o responsável pelo local e os funcionários, assinaram termo circunstanciado, comprometendo-se a prestar esclarecimentos depois e foram liberados da delegacia. Não houve prisões. "Foram conduzidos, na verdade qualificados, por conta da pandemia já para prestar esclarecimento aqui na delegacia, e os funcionários e o responsável pelo local também devem responder por crime contra a saúde pública, jogo de azar e contravenção. Os demais serão ouvidos posteriormente porque senão a gente causaria outra aglomeração aqui", explicou em entrevista à GloboNews Eduardo Brotero, delegado de polícia e supervisor do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (GARRA). Além de funcionar de maneira ilegal, o cassino desrespeitou o decreto estadual que proíbe festas e aglomerações durante a pandemia de covid-19. O Estado de São Paulo regrediu à fase vermelha da quarentena, a mais restritiva, desde o último dia 6 de março para tentar frear o avanço da doença. Os denunciantes informaram à polícia local que o cassino funcionava há algum tempo e que foram gastos mais de R$ 8 milhões com as instalações luxuosas. No evento, várias pessoas não usavam máscara de proteção contra a covid-19 ou vestiam o acessório de forma errada. As denúncias chegaram às autoridades, inicialmente, como festa clandestina. "Ao chegarmos no local, para a nossa surpresa, não se tratava de uma festa clandestina, e sim de um cassino clandestino. Na verdade bastante grande. Com diversas pessoas aglomeradas, se expondo ao contágio novamente", disse Brotero. A operação contou com uma força-tarefa com agentes da Vigilância Sanitária, Procon-SP, Corpo de Bombeiros e apoio das Polícias Militar, Civil e da Guarda Civil Metropolitana. O caso dever ser investigado pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). O episódio ocorre na véspera da reapresentação dos principais jogadores do Flamengo, que ganharam um período de descanso após a conquista do Campeonato Brasileiro. Nesta segunda-feira, Gabriel e outros nomes importantes do elenco, como Bruno Henrique e Arrascaeta, são aguardados no Ninho do Urubu para a retomada dos treinos. "Não tenho costume de ir a cassino, a única coisa que eu jogo é videogame. Estava com meus amigos, fomos comer. Quando estava indo embora, a polícia chegou mandando todo mundo ir para o chão. Faltou sensibilidade da minha parte. Era meu último dia de férias, e estava feliz de estar com meus amigos. Faltou sensibilidade. Mas usei máscara, álcool gel... Quando percebi que tinha um pouquinho mais de gente, estava indo embora", afirmou o rubro-negro ao site globoesporte.com. O Governo do Estado de SP criou um comitê de blitz em conjunto com a Prefeitura de São Paulo para reforçar o trabalho de fiscalização e o cumprimento das restrições previstas na capital. O objetivo é coibir festas clandestinas e aglomerações em estabelecimentos comerciais irregulares.