Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
17°C
Geral

Guedes: superamos as melhores expectativas de receita de arrecadação em março

20 de abril 2021 - 18h06 Por Estadão Contéudo
Guedes: superamos as melhores expectativas de receita de arrecadação em março
O ministro da Economia, Paulo Guedes, comemorou nesta terça-feira, 20, a arrecadação de impostos e contribuições federais de R$ 137,932 bilhões em março. O resultado representa um aumento real (descontada a inflação) de 18,49% na comparação com o mesmo mês de 2020. "Superamos as melhores expectativas de arrecadação de impostos em março. Tivemos os melhores desempenhos da série histórica do mês do trimestre, com aumentos reais expressivos", afirmou. No acumulado do ano até março, a arrecadação federal somou R$ 445,900 bilhões, também o maior volume para o trimestre da série iniciada em 1994. O montante ainda representa um avanço real de 5,64% na comparação com os primeiros dois meses do ano passado. Segundo Guedes, a arrecadação é um indicador para o nível de atividade da economia formal. "Vemos comércio superando a fase pré-pandemia e os serviços, que foram mais atingidos, quase chegando ao nível anterior à pandemia. O nível de arrecadação confirma ritmo de produção. Isso mostra que realmente o Brasil se levantou. Foi derrubado pela pandemia, mas se levantou em V", completou. Mais uma vez, Guedes defendeu a aceleração da vacinação em massa no País. "A melhor política fiscal é vacina, vacina, vacina, porque temos que garantir o retorno seguro ao trabalho", repetiu. O ministro admitiu que é possível que haja impacto da segunda onda de covid-19 no primeiro trimestre, mas lembrou que o governo reeditou medidas como o auxílio emergencial e outras medidas. "Com aprovação do orçamento, teremos novamente programas bem sucedidos do ano passado", concluiu. Impostos Após mais um mês de arrecadação federal recorde, Paulo Guedes voltou avaliar que não seria sensato aumentar imposto para reduzir déficit em meio a uma recessão. "O Brasil foi atingido pela pandemia exatamente quando começava a recuperar o ritmo de crescimento no ano passado, e muita gente insistia que nós devíamos aumentar impostos para reduzir o déficit. Eu dizia que não. Temos de ter noção primeiro do déficit estrutural", avaliou. A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 137,932 bilhões em março. O resultado representa um aumento real (descontada a inflação) de 18,49% na comparação com igual mês de 2020. Ao comentar o resultado das receitas, o ministro destacou o aumento de quase 20% no recolhimento do Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ) no primeiro trimestre do ano. "Esse resultado mostra enorme capacidade de adaptação das empresas brasileiras em meio ao tsunami que foi o impacto dessa pandemia. As empresas conseguiram se recuperar, se recompor. As companhias listadas na Bolsa estão registrando aumento de receita, redução de custo e aumento de lucros", acrescentou. "A economia brasileira voltou em V e vamos atravessar agora a segunda onda", completou. Crescimento O ministro da Economia voltou a projetar que a economia brasileira manterá ritmo de crescimento se o País prosseguir na vacinação em massa contra a covid-19. "Teremos queda da atividade menor e mais breve do que no ano passado com vacinação em massa. Vamos entrar segundo semestre com outra visão das possibilidades do País, com ritmo de crescimento bem mais forte, e com a população com saúde preservada e seu retorno seguro ao trabalho garantido", repetiu. O ministro reafirmou que o governo aprovou seis importantes reformas em timing adequado, dado pela política. "Na hora em que aumento de preços transitórios ameaça ficar permanente, vem a aprovação do Banco Central independente. Mostramos compromisso com privatizações com aprovação de concessão de Eletrobras e Correios", apontou. Guedes também citou o sucesso da rodada de concessões de aeroportos neste mês. "Destravamos os investimentos em saneamento e gás natural, e está no pipeline a aprovação de marcos regulatórios para ferrovias. Vamos transformar recuperação baseada em consumo em crescimento sustentável com investimentos", concluiu.