Os fabricantes da vacina Covaxin afirmaram ontem, com base em estudos de Fase 3, que o imunizante contra a covid-19 apresenta 78% de eficácia em geral (relativa ao potencial que o imunizante tem de reduzir o risco de alguém desenvolver a doença), segundo dados preliminares, e 100% de eficácia para evitar casos graves da doença.
Esse estudo de Fase 3 envolveu 25.800 participantes entre 18 e 98 anos, incluindo 10% acima dos 60 anos, com a análise sendo conduzida 14 dias após a segunda dose. O resultado preliminar apontou que a Covaxin teve impacto na redução de hospitalização por covid-19 e sugere que provoca diminuição da transmissão. "Também estou contente porque a Covaxin mostrou que funciona bem contra as variantes do Sars-CoV2", comentou o professor Balram Bhargava, chefe do Conselho Indiano de Pesquisa Médica, que criou a vacina com a Bharat Biotech. Ele reforçou a expectativa de que em junho sejam publicados os resultados finais.
A Covaxin é a única vacina contra a covid-19 desenvolvida internamente na Índia e mais de 60 países já demonstraram interesse em adquirir o imunizante, incluindo o Brasil. O governo federal até já comprou 20 milhões de doses da vacina. No total, o negócio é de R$ 1,6 bilhão, mas o pagamento só será feito após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberar o uso do produto, o que ainda não ocorreu.
Em março, a agência rejeitou a solicitação do Ministério da Saúde para autorização excepcional e temporária para importação e distribuição, alegando que o importador "não apresentou todos os documentos necessários". (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)