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PRF tem 48 horas para explicar falha em concurso

28 de maio 2014 - 22h29 Por Redação Douranews
PRF tem 48 horas para explicar falha em concurso

O MPF (Ministério Público Federal) instaurou nesta quarta-feira (28) inquérito civil público para apurar possíveis irregularidades na aplicação do concurso público para Agente Administrativo realizado domingo (25) pela PRF (Polícia Rodoviária Federal). Cadernos de questões teriam sido extraviados em Campo Grande, o que impossibilitou candidatos de realizar a prova. Em outras cidades do Estado também se reclama de atrasos na aplicação das provas.

Os organizadores do concurso foram oficiados e devem prestar esclarecimentos em 48 horas, segundo a assessoria do MPF. “Foram expedidos ofícios ao Departamento de Polícia Rodoviária Federal em Brasília e à Fundação Augusto Carlos Bittencourt [ a empresa organizadora do certame], para que, em 48 horas: prestem esclarecimentos sobre o incidente; indiquem as medidas que estão sendo adotadas para apurar as causas e resolver os problemas detectados; e informem qual o tratamento a ser dispensado à questão”, esclarece o MPF.

Segundo a instituição, até o momento, foram protocoladas 21 representações (individuais e coletivas), denunciando falhas na distribuição dos cadernos de questões para os candidatos presentes no Bloco E, do Colégio Salesiano Dom Bosco, na capital do Estado.

Após o recebimento oficial das respostas, medidas cabíveis serão adotadas para assegurar o direito dos candidatos e a lisura do certame, garante o organismo federal.

Relatos

Nas representações feitas ao MPF, os candidatos relataram que chegaram ao local de prova normalmente, foram identificados, assinaram lista de presença e receberam cartão de respostas. No horário previsto para início das provas (14h10), foram informados que os cadernos de questões ainda não estavam no prédio e que deveriam aguardar 20 minutos.

Uma hora depois, foram orientados para esperar mais um pouco, pois as provas não haviam chegado. Às 15h40, os candidatos começaram a pressionar os fiscais de prova para iniciar o concurso e receberam informações contraditórias: ora as provas estariam vindo de táxi; ora estavam sendo fotocopiadas; e até que teriam sido recolhidas de candidatos faltantes para redistribuição. 

Sem a entrega do caderno de questões, nem explicação sobre o ocorrido, muitos candidatos deixaram o local de prova sem realizar o concurso.