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Acadêmicos da Unigran participaram de Juri em concurso de pé de soja

26 de abril 2017 - 14h20 Por Redação Douranews
Acadêmicos da Unigran participaram de Juri em concurso de pé de soja Acadêmicos tiveram a oportunidade de interagir com produtores durante concurso do pé de soja solteiro — Assessoria

Os acadêmicos dos cursos de Agronomia e Produção Agrícola da Unigran participaram da Comissão Julgadora no 20º Concurso Pé de Soja Solteiro de Laguna Carapã. Os alunos fizeram a contagem das vagens dos pés de soja no evento que contou com diversas premiações e atrações no último fim de semana.

Na categoria nacional o campeão foi o produtor rural Antonio Francisco, que conquistou a vitória apresentando um pé de soja com 6.160 vagens. Já na categoria municipal, a grande ganhadora foi a produtora rural Izolde Catarina Bohn, que conseguiu produzir 9.115 vagens.

Para a produtora rural Izolde Bohn, participar do evento é uma festa. “Todo ano eu participo e para nós produtores rurais é muito gratificante, ganhando ou perdendo, o importante é participar, sempre uma alegria”, comemora.

Izolde ressalta a parceria com os estudantes da Unigran. “É algo muito trabalhoso, numeroso, então é muito importante a participação deles, inclusive no crescimento profissional. Uma coisa que me deixou muito feliz foi ver o número de meninas que estão presentes, conseguimos ver que o preconceito de que o trabalho de campo é de interesse, é um trabalho para homens, vem sendo deixado de lado, há espaço para todos”, enfatiza.

Tatiane do Vale Matos é acadêmica do 1º semestre de Agronomia noturno e conta que como estão iniciando a vida acadêmica, foi importante a interação entre os colegas e professores, além do trabalho em equipe. “O relacionamento com o produtor é um dos pontos mais importantes, pois é um das bases do agronegócio, além de nos possibilitar um contato com a comunidade em geral”, comenta.

Mateus Secretti, coordenador de Agronomia noturno e Tecnologia em Produção Agrícola, afirma que, como são muitos produtores e, consequentemente, muitos pés de soja, a participação dos estudantes torna-se essencial para que essa contagem seja mais rápida. “Os alunos são separados em equipes, cada uma responsável por um determinado número de pés”, menciona.

O coordenador destaca o trabalho em equipe para que o processo funcione da melhor maneira e também de forma prática e rápida. “A responsabilidade, toda a atenção e cuidado devem estar voltados para atividade de contagem para que não ocorram erros que possam influenciar no resultado do concurso. Além de que os alunos têm o contato com a terra, com os materiais que o solo produz e com o próprio agricultor que acompanha a contagem, isso serve para que eles possam gostar cada vez mais do que eles fazem”, ressalta Mateus Secretti.

Sobre a dedicação ao concurso, a produtora rural Izolde Bohn define: “acaba sendo uma relação de amor, a dedicação é enorme, é um trabalho de todo dia, demoramos cerca de seis meses no cultivo dos pés de soja”.