A tecnologia é aliada do projeto inovador. Um totem interligado ao sistema de Internet sem fio substitui as tradicionais fichas de cadastro em papel. Todo o registro de informações pessoais e da demanda pela capacitação são digitadas diretamente no equipamento. De acordo com o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o projeto está em fase piloto em Campo Grande, onde já foram inscritos 1.800 candidatos. Duzentos já foram formados e encaminhados ao mercado de trabalho. Neste segundo semestre, ele vai ser estendido para Dourados, e chegará também a Três Lagoas e Corumbá.
Simone avaliou que o programa vai ser um aliado para otimizar os recursos aplicados em qualificação e para a programação dos cursos ofertados por outras entidades, como a Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab). “Sabemos que hoje em dia o grande problema de Mato Grosso do Sul não é a atração de indústria, porque estamos conseguindo traze-las, seja no setor sucroenergético, de alimentos, de celulose e até de fertilizantes, mas o grande gargalo é a mão de obra”, disse a governadora.
O projeto teve início há 90 dias, começando pela Capital. “Estamos direcionando nossa área técnica aos bairros e identificando, através de lideranças comunitárias, quais são as pessoas a quem teríamos condições de aplicar os cursos técnicos do Senai. Nós montamos o curso e a área técnica ministra no bairro. Estamos buscando enfrentar a falta de mão de obra de forma diferente”, explicou o presidente da Fiems. A meta, conforme Sergio Longen, é atingir 5 mil trabalhadores até o fim deste ano. Dourados deve ser a primeira cidade na interiorização dessa iniciativa.
Simone Tebet destacou que indo aos bairros a ferramenta acelera os cadastros, permitindo que pessoas que não tinham condições de procurar os locais tradicionais de oferta de cursos do Senai tenham essa oportunidade perto de casa. “Com esse cadastro interligado online, se vai em busca do trabalhador, e a qualificação vai ser oferecida de forma gratuita. Essa era uma mão de obra possível de ser ativa e que se torna uma mão de obra efetivamente ativa. Oferecendo qualificação, emprego e renda, aquecemos a economia e fortalecemos Mato Grosso do Sul no rumo de seu desenvolvimento”, observou.