Enquanto uma pesquisa nacional aponta que a construção civil é o setor que mais empregou, para o presidente essa realidade não chega a Dourados. “A nossa convenção coletiva garante um piso de R$ 815,00 e isso acaba fazendo com que os trabalhadores se mantenham na informalidade, onde muitas vezes chegam a triplicar este ganho”, apontou o sindicalista.
Ele conta que na região da Grande Dourados existem cerca de 15 mil trabalhadores no setor, mas que apenas 30% deles (4.500) trabalham registrados.
Para tentar reverter este quadro, o presidente diz que existe um projeto de criar uma Escola Técnica Profissionalizante, mas mesmo assim as dificuldades são grandes, já que ao saberem que, mesmo qualificados, os trabalhadores continuarão a receber salários baixos, nem à escola eles querem ir, o que vem dificultando a sua criação. “Muitos profissionais estão mudando de área, indo para as indústrias, como a de alimentação, ou para as usinas”, aponta.
Para Elton, a classe precisa de mais união, “pois só assim teremos como lutar para, na época da discussão do acordo coletivo, elevarmos de forma consistente o valor do piso salarial”, afirma.
A falta de qualificação, além disso, acaba sendo responsável por diversas falhas ou transgressões de normas estipuladas para os serviços da construção civil. "Com profissionais qualificados e unidos, teremos mais força ainda para reivindicar salários que realmente compensem e assim trazermos de volta os companheiros que estão indo para outras áreas ou que permanecem no trabalho informal", ressalta Élton.
O salário base de R$ 815,00 abrange todos os oficiais pedreiros, encanadores, armadores e carpinteiros, entre outros.