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Banco Central diz que crise global não é pior que a de 2008

08 de agosto 2011 - 18h55 Por Redação Douranews, com Terra
Banco Central diz que crise global não é pior que a de 2008

O Banco Central considera que a economia global não vive situação parecida com a da crise de 2008, disse hoje (8) o diretor de Política Monetária da instituição, Aldo Mendes, descartando uma disparada do dólar e um impacto mais duradouro sobre o Brasil da volatilidade nos mercados financeiros.

Para Mendes, a compra de títulos da Espanha e da Itália por parte do Banco Central Europeu (BCE) e a coordenação entre os governos do G7 e do G20 tiraram o risco de um enxugamento da liquidez nos mercados de crédito similar à última crise.

A decisão da agência Standard & Poor&apos's de rebaixar a nota da dívida dos Estados Unidos a "AA+" também não altera em "absolutamente nada" a política de administração das reservas internacionais, afirmou o diretor em entrevista à Reuters. "Não acredito que estejamos diante de algo parecido com o que tivemos em 2008", disse Mendes.

"Com essa ação de hoje (do BCE, G7 e G20) se reverteu qualquer tipo de temor de que se estivesse diante de uma possível espiral de aumento de risco. Portanto, eu não tenho preocupações com relação a crédito", argumentou.

Mendes classificou a volatilidade dos mercados como "esperada" após os recentes acontecimentos, mas disse que o movimento é de "curto prazo". "No médio prazo, acredito que isso não será um problema, até porque as expectativas de crescimento da economia brasileira são muito boas, não devem mudar de forma muito significativa", explicou.

O Ibovespa despencava cerca de 6% pela manhã, aprofundando a queda de aproximadamente 10% da semana passada. Os juros futuros continuavam em queda, com o mercado apostando mais firme que não deve haver mais altas da Selic até o fim do ano e ao longo de 2012.

Já o dólar subia em menor intensidade que a bolsa, pouco mais de 1%, mas já era cotado acima de R$ 1,60 após ter batido recordes de baixa há poucas semanas. "Não vejo risco (de disparada do dólar no Brasil). Vejo o comportamento do real absolutamente em linha com as moedas pares no resto do mundo".