A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) desabava quase 10% nesta segunda-feira, perto do limite do "circuit breaker". Os investidores ampliaram as vendas diante da forte volatilidade externa, com temores sobre os Estados Unidos e a zona do euro. Às 15h29 (hora de Brasília), o Ibovespa, principal índice de ações do mercado, registrava baixa de 9,24%, a 48.058 pontos, depois de chegar a cair 9,74%.
O volume financeiro era de R$ 6,5 bilhões. O "circuit breaker" suspende os negócios por 30 minutos quando há uma queda de 10%. Depois disso, voltaria a ser acionado se houver uma queda de 15%. Na semana passada, o Ibovespa teve queda acumulada de cerca de 10%.
É o primeiro pregão após o histórico rebaixamento da nota da dívida dos Estados Unidos pela agência de classificação de risco Standard & Poor's. Embora a Fitch e a Moody's tenham mantido a nota máxima para o país, a notícia resumiu o temor dos investidores com a dívida americana no longo prazo. Os principais índices das bolsas do país caíam cerca de 3%.
A situação na Europa também preocupava os investidores. O Banco Central Europeu (BCE) comprava bônus soberanos da Itália e da Espanha para reduzir os juros cobrados pelo mercado a esses países, considerados insustentáveis.
O Ibovespa
O mercado acompanha de perto o desempenho do Ibovespa porque este é o mais importante indicador do desempenho médio das cotações do mercado de ações brasileiro. O índice retrata o comportamento dos principais papéis negociados na bolsa. A pontuação do Ibovespa aumenta na medida em que sobe o valor das ações.