Mato Grosso do Sul será sede da quinta edição do Congresso Brasileiro de Qualidade do Leite. O evento acontecerá em junho de 2012, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande. O superintendente do Senar/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul), Clodoaldo Martins, se reuniu ontem (9) com o presidente do Conselho Brasileiro da Qualidade do Leite, professor Helio Langoni. “Por mais que não sejamos os maiores produtores de leite, temos a preocupação de produzir com maior qualidade”, comentou Martins.
Hoje, os estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná lideram o ranking de produção de leite no Brasil. Mato Grosso do Sul aparece em 12o lugar. Entretanto, o superintendente do Senar/MS aponta que existe uma lacuna de abastecimento para as novas indústrias que estão se instalando no Estado. Conforme o consultor técnico da instituição, Matheus Vieira, o laticínio que se instalará em Terenos, interior de Mato Grosso do Sul, terá capacidade para captar 1 milhão de litros por dia. “Hoje, o Estado produz cerca de 500 milhões de litros de leite por ano, o potencial de mercado é muito grande”, comentou.
Conforme os dados apresentados pelo técnico do Senar, Mato Grosso do Sul produz em média 50 litros/dia de leite por produtor, quando um sistema eficiente poderia gerar em torno de 100 litros/hectare. Outra dificuldade também está no preço pago ao produtor, o litro do leite tem uma defasagem de 10 a 12 centavos se comparado com os valores pagos em outros estados. “Por isso foi implantado o Conseleite [Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite em Mato Grosso do Sul] que traça um valor de referência do produto a partir de pesquisas de preço”, explica Vieira.