Diante do aumento da preocupação com o ritmo da economia global, as projeções para o crescimento do Brasil vieram mais fracas no boletim Focus desta semana, que compila a opinião de 100 analistas de mercados. O Banco Central deve enfrentar dificuldades em manter o ciclo de alta do juro. Por isso, a perspectiva para a inflação subiu.
De acordo com a pesquisa, a expectativa para a inflação oficial neste ano subiu de 6,26% para 6,28%, em um patamar distante do centro da meta de inflação, que é de 4,50%. A meta tem margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.
A projeção para a inflação em 2012 foi reduzida de 5,23% para 5,20%. A previsão para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), de agosto deste ano, subiu de 0,27% para 0,30%. A estimativa para o IPCA de setembro foi elevada de 0,35% para 0,37%.
O mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2011 de 3,93% para 3,84%, segundo o boletim Focus. Para o ano que vem, a projeção para o crescimento da economia foi mantida em 4%. A estimativa para o crescimento da produção industrial caiu de 3% para 2,96%. Para 2012, a projeção para a expansão da indústria subiu de 4,30% para 4,34%.
Juros e dólar
De acordo com a pesquisa Focus, repercutida pelo jornal O Estado de S. Paulo de hoje (22), os analistas mantiveram a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2011 em 12,50% ao ano. Atualmente, a taxa está em 12,50% ao ano. A projeção para a Selic no fim de 2012 também seguiu em 12,50% ao ano.
Para o mercado de câmbio, os analistas preveem que o dólar encerre 2011 em R$ 1,60, mesmo patamar estimado na semana anterior. A projeção do câmbio médio no decorrer de 2011 foi mantida em R$ 1,60. Para o fim de 2012, a previsão para o câmbio foi mantida em R$ 1,65.