Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
21°C
Mercados

Assembleias de bancários na segunda podem por fim à greve

15 de outubro 2011 - 16h41 Por Redação Douranews
Assembleias de bancários na segunda podem por fim à greve

O Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) chegaram ontem (14) a um acordo que pode encerrar a greve dos funcionários do Banco do Brasil. A proposta prevê valorização do piso, melhoras na PLR (participação nos lucros ou resultados), que terá variação de 9,9% a 13,1% em relação ao primeiro semestre de 2010, e ampliação de conquistas nas áreas sociais e de saúde.

Na negociação, com a participação da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, o banco reafirmou que vai seguir o reajuste de 9% proposto pela Fenaban sobre todas as verbas (aumento real de 1,5% acima da inflação) e o não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até 15 de dezembro.

O Comando Nacional vai orientar a aprovação da proposta nas assembleias previstas para segunda-feira (17) em todo o país. “Somando os avanços obtidos na mesa unificada com a Fenaban com as conquistas da negociação específica, temos um cenário positivo", avalia Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e funcionário do BB. Para ele, a força da greve foi essencial para conseguir da direção do banco uma proposta que atendesse às reivindicações dos funcionários, definidas, segundo ele no congresso nacional da categoria.

Caixa

Também a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa vai orientar a categoria a aprovar a proposta conquistada nas negociações, igualmente concluídas na noite de ontem. A nova proposta específica inclui a manutenção da chamada PLR Social, valorização do piso e ampliação do quadro de funcionários [a direção do banco se comprometeu a admitir 5 mil pessoas até o final de 2012], além de avanços em itens de saúde do trabalhador e no Saúde Caixa. Além disso, o banco também seguirá a proposta da Fenaban (reajuste de 9% em todas as verbas e compensação dos dias parados na greve). A Caixa concordou com a manutenção da PLR Social, que distribuirá 4% do lucro líquido de forma linear para todos os empregados, além da regra básica e parcela adicional da PLR acordada com a Fenaban.

"Avaliamos que a proposta é um avanço na política de recuperação dos salários, com aumento real e valorização do piso da categoria, além de ganhos sociais importantes", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT e membro da CEE Caixa. Para ele, é importante evitar que a campanha salarial seja levada ao TST. "As decisões de dissídios coletivos costumam ser desfavoráveis aos trabalhadores."