O senador Waldemir Moka (PMDB/MS) retornou da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) com a certeza de que a Organização está convencida de que o cooperativismo será um dos sistemas que ajudará o mundo a superar as seguidas crises que têm atingido a economia de países como Estados Unidos e Grécia.
O senador sul-mato-grossense participou da 66ª Assembleia Geral da ONU, realizada segunda-feira (31), em Nova York na condição de presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo do Congresso Nacional brasileiro. Foram debatidos temas como a importância das cooperativas no desenvolvimento, especialmente nos aspectos da segurança alimentar, financeira e de sustentabilidade econômica e ambiental.
De acordo com o senador, há entendimento comum de que as cooperativas agrícolas possam ser o caminho para que o planeta vença as incertezas em relação ao futuro da economia mundial e também quanto ao desafio da produção de alimentos, que tem preocupado a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação).
“Além de produzir alimentos em quantidade suficiente para atender demanda cada vez maior, o setor pode gerar riqueza capaz de ajudar muitos países a saírem mais cedo da crise em que se meteram”, avalia Moka.
O presidente da assembleia da ONU, Nassir Abdulaziz al‑Nasser, destacou a capacidade das cooperativas de desenvolver as nações com foco nas pessoas. “Os argumentos foram todos na linha de que a distribuição e a geração de riqueza passa pelo cooperativismo”, explica o senador.
Além de Moka, a comitiva brasileira na ONU teve a participação do presidente da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Márcio Lopes de Freitas, do presidente das Cooperativas de Minas Gerais, Ronaldo Scucato, e de Américo Utumi, conselheiro da ACI (Aliança Cooperativa Internacional).