Incentivar a meritocracia e evitar a prática do "QI" ( o amoso "Quem Indica"). Essa é uma das estratégias do Governo federal para manter o avanço da economia verificado nos últimos anos. Responsável por criar políticas públicas dentro do Governo, o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Wellington Moreira Franco, pensa ter algumas mudanças comportamentais para resolver, conforme informações do portal Terra.
"O que nós queremos é que no Brasil possamos ter igualdade de oportunidade, nós possamos ter meritocracia, sobretudo para a nova classe média. O filho da nova classe média não tem pai jornalista, está no sufoco, não tem pai médico, advogado, ele depende do trabalho dele, do esforço dele, da qualificação dele", disse o ministro.
Para Moreira Franco, a falta de estímulos ao esforço pessoal leva a uma realidade de concessão de privilégios baseados em relações interpessoais, o chamado "pistolão". "Se nós não vivermos numa sociedade onde o esforço pessoal seja reconhecido e seja gratificado, nós vamos viver na 'sociedade do pistolão', que de alguma maneira está se vivendo. Por isso tem de se fazer uma campanha nacional de 'não ao pistolão'", protestou o ministro.
A linha de raciocínio serve para manter o avanço da população em direção à classe média, que, na avaliação do Governo, é a responsável por o Brasil passar pela crise com menos dificuldades que países ricos.
"Você hoje tem, sustentando a economia brasileira, a capacidade de consumo e produção da nova classe média. Se isso der certo, nós vamos ser a 5ª economia do mundo, mas não a quinta no número, a quinta na produção, a quinta no tamanho, na participação no protagonismo. Mas se não der certo, nós vamos ter um grande problema econômico-social", observou o ministro.
Segundo dados do instituto Data Popular, essa nova classe média é responsável por 78% das compras em supermercados, por 70% dos cartões de crédito do País e por 80% das pessoas que acessam a internet. No ambiente virtual, os integrantes dessa classe movimentam R$ 273 bilhões por ano em compras e pagamento de contas, valor que dobra se for considerado o crédito disponibilizado a esse estrato social.