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Bicicletas ampliam mercado em todo o país

08 de janeiro 2012 - 13h43 Por Redação Douranews, com ZH
Bicicletas ampliam mercado em todo o país
Com preços de uma peça de roupa ou até de um carro popular, bicicletas de anatomias e performances variadas são vistas diariamente em ruas, avenidas, parques e ciclovias em todo o Brasil. Em meio a pedaladas motivadas por competições esportivas, à prática de exercícios ou a simples momentos de prazer, indústria e varejo se aperfeiçoam para abastecer o quinto maior mercado consumidor do mundo.

As populares bikes, tão sonhadas na infância, estão cada vez mais presentes no dia a dia de todas as classes sociais e faixas etárias – fazendo girar R$ 1,5 bilhão por ano somente no comércio. Com uma produção nacional estagnada havia pelo menos cinco anos, registrando uma média anual de 5 milhões de unidades produzidas, o mercado brasileiro de bicicletas passou a investir como nunca em modelos de alto valor agregado.

"As fabricantes nacionais pretendem concentrar a produção no polo industrial de Manaus e incorporar novas tecnologias aos produtos", afirma o gerente de Relacionamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), Sérgio Martins de Oliveira.

A Caloi, principal fabricante brasileira, alcançou no ano passado a marca de 1 milhão de bicicletas produzidas – 25% a mais do que em 2010. Até 2014, a empresa pretende investir R$ 30 milhões na modernização da fábrica e inovação da linha de produção – para fazer frente às tecnologias importadas vendidas no país.

Em 2011, a produção nacional foi de 4,5 milhões de unidades, 8% abaixo do volume registrado no anterior – de 4,9 milhões. Conforme Oliveira, a estagnação da produção brasileira, terceira maior do mundo, pode ser explicada pela informalidade no setor e pela crescente entrada de componentes importados no país. Em 2006, por exemplo, o número de bicicletas importadas não passava de 46 mil. Neste ano, a estimativa é de que ultrapasse a marca de 500 mil unidades.

Acessórios variados reforçam atratividade

Para os adeptos do meio de transporte sobre rodas de aros, a diversidade de produtos nas lojas especializadas se torna uma tentação ainda maior na hora de investir na prática – que envolve desde itens de segurança, como capacetes, luvas e sinalizadores, a outros mais sofisticados, como mochilas de hidratação e ciclocomputadores.

"À medida que a pessoa toma gosto por pedalar e passa a conhecer a utilidade dos acessórios, começa a aperfeiçoar a prática", comenta Alexandre Chemello.

Analista de sistemas, Charles Ceccagno, 39 anos, pedala duas vezes por semana e é adepto ao ciclismo há três anos, por indicação médica, utiliza de maneira alternada dois modelos de bikes: uma mountain bike (para chão batido) e uma speed (para asfalto). Na última, investiu em torno de R$ 4 mil, para ter um modelo feito sob medida.

"Montei a bicicleta de acordo com minha estrutura corporal", conta Ceccagno, participante de um grupo de ciclistas que se reúne toda a semana no Parque da Redenção, em Porto Alegre.