O ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, viaja ao México nesta terça-feira (13) para retomar as negociações sobre o acordo automotivo entre os dois países. A informação foi divulgada pelo ministério na segunda-feira.
Os mexicanos teriam ficado irritados com negociações por carta e, na sexta-feira (9), exigiram que as conversas ocorressem "cara a cara", segundo uma fonte ouvida pela agência de notícias Reuters.
No mês passado, o Brasil ameaçou romper o acordo bilateral e pediu uma revisão dos termos, devido ao deficit crescente no comércio de automóveis entre os dois países. Uma possibilidade sugerida foi limitar o valor máximo de exportações do México a cerca de US$ 1,4 bilhão para os próximos três anos.
Desde a semana passada, os dois países trocam correspondências com propostas de revisão, sem alcançar um acordo.
Pimentel e o secretário de economia do México, Bruno Ferrari, conversaram por telefone na sexta-feira e tentaram reduzir um pouco as tensões da negociação, segundo uma fonte do governo brasileiro.
Acordo
Pelo acordo, os carros vindos do México não são considerados importados –estando, portanto, isentos da alta do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), em vigor desde meados de dezembro.
A Nissan seria uma das empresas mais afetadas. A montadora importa daquele país cinco modelos: Sentra, Tiida Hatch, Tiida Sedã, Versa e March.
A Fiat importa do México os modelos 500 e Freemont. A General Motors, o esportivo Captiva. Os modelos Fusion e New Fiesta, da Ford, também veem daquele país.