O presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado, Delcídio do Amaral (PT/MS), avaliou como “extremamente produtiva” a audiência pública promovida ontem (13) com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
“Foi um debate longo e extremamente produtivo. O ministro Guido Mantega, com serenidade e competência, mostrou que conhece muito bem a economia e está conduzindo o desenvolvimento do país com determinação e espírito público. Ele destacou alguns pontos que o governo vai continuar atacando para que 2012 seja um ano de crescimento, entre eles o Projeto de Resolução 72, do ICMS das importações, que o governo precisa aprovar no Senado para não criar dificuldades ou acelerar o processo de desindustrialização”.
Delcídio ainda a questão dd desoneração de folha e a questão de redução de tarifas, especialmente as de energia. “E é bom ressaltar que o ministro não se negou a responder perguntas como a questão da Casa da Moeda e as disputas internas entre Previ e Banco do Brasil”, ressaltou o senador.
Abordado por vários senadores sobre a diminuição na atividade industrial brasileira nos últimos anos, Mantega garantiu que o governo “não vai abandonar a indústria”. Ele disse que está preocupados com o sofrimento da indústria. “Não vamos abandoná-la, o Brasil não vai ficar sem indústria”, afirmou o ministro, antes de garantir que o Brasil continuará sua “trajetória de desenvolvimento sustentável” sem esquecer o setor industrial.
Um dos principais desafios brasileiros, segundo Mantega, é manter em crescimento os investimentos em infraestrutura, principalmente em transportes e em geração energética, de acordo com a assessoria do gabinete do senador Delcídio.
“O setor industrial brasileiro é o que mais está sofrendo com a crise mundial“, acrescentou. O ministro da Fazenda disse também que o país está importando mais manufaturados do que importa e que esse é um problema de difícil enfrentamento, principalmente frente a grandes países que promovem manipulação cambial e políticas de expansão monetária. Por isso, defende “medidas de defesa comercial” permitidas pela OMC (Organização Mundial do Comércio).