Os bancos privados do País irão a Brasília na terça-feira (10) para apresentar ao governo um conjunto de sugestões para reduzir o custo do crédito no País. Eles ficaram sob pressão depois do anúncio da derrubada dos juros pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. As instituições privadas querem mudanças no Cadastro Positivo (que permite aos bancos conhecer o histórico do cliente); medidas para facilitar a execução das dívidas de inadimplentes, e permissão para que os tomadores possam oferecer como garantia quotas de previdência privada, além de redução de impostos.
A partir de segunda-feira (9), a Caixa vai oferecer pacotes inéditos para clientes vindos de outros bancos e taxas de cheque especial que começam em 1,35% ao mês; há duas semanas, a média era 8,01%. Os bancos privados avaliam que o spread (diferença entre o custo da captação e o valor cobrado do tomador final) somente cairá com a adoção de medidas de longo prazo, que melhorem as condições legais e tributárias e não apenas corte de juros "na canetada".
Os bancos privados acreditam ainda que, mesmo com os cortes significativos nas taxas cobradas pelos bancos públicos, não vão perder clientes, porque há uma resistência natural em trocar de banco. As informações são do jornal O Globo.