O presidente da Fiems, Sérgio Longen, considera a previsão de redução em 0,5 ponto percentual no índice da taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), para a noite desta quarta-feira (11) pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, como suporte à atividade industrial no enfrentamento da crise financeira internacional. “Essa decisão, somada ao oferecimento de mais crédito, à manutenção do dólar em patamares adequados e ao aumento das exportações, é um estímulo para que os empresários continuem investindo e resistindo”, avaliou.
Sérgio Longen reforça que nas últimas décadas a atividade industrial experimentou uma quase ausência do comprometimento do Governo Federal com o seu potencial para impulsionar a economia do país, via geração de novas e boas oportunidades, mais empregos e melhores salários. “É relevante assistir a presidente Dilma Rousseff mobilizar esforços para construir uma agenda positiva para a indústria. Este, sem dúvida, é um avanço considerável, pois resgata e, talvez mais do que isso, cristaliza o compromisso do Governo Federal com a nossa atividade e tudo o que pode produzir para melhorar a vida das pessoas”, declarou, via assessoria.
Atualmente, a Selic está em 8,5% ao ano e, de acordo com as estimativas, depois de chegar a 8% ao ano neste mês de julho, a previsão é de que haja novo corte em igual patamar (0,5 ponto percentual) na reunião do Comitê em agosto, quando a Selic deve chegar a 7,5% ao ano.