O mercado de trabalho aquecido ampliou a renda do trabalhador e fez surgir uma sociedade de consumo de massa, com uma nova classe média que consome cada vez mais e, consequentemente, movimenta a economia brasileira. Preocupada em oferecer capacitação às empresas para atender esse novo perfil consumista, a Aced (Associação Comercial e Empresarial de Dourados), promoveu nesta quarta-feira (18) a Roda Empresarial com o consultor empresarial Flávio Fagundes.
Os jovens com emprego formal são responsáveis por uma boa parcela dessa classe, pois possuem curiosidade por tecnologia, preocupação com um nível de escolaridade maior (e dispostas a aumentá-lo), são mais exigentes na hora de consumir e decidir onde investir o seu dinheiro. Segundo Flávio Fagundes, mais de 95 milhões de brasileiros são detentores do chamado poder de compra. “São eles que estão consumindo e ditando novas regras de compra e venda no mercado brasileiro, por isso as empresas precisam estar preparadas para atender esse mercado”.
Responsável por injetar cerca de R$ 1,1 trilhão na economia brasileira, a nova classe média tornou-se foco das empresas, que passaram a se adequar para atender a esse novo público. “É preciso chamar a atenção da classe empresarial para criar estratégias e melhorar a qualificação dos colaboradores, em específico para o comércio que é hoje um dos principais fornecedores de produtos e serviços para esta nova classe média”, explica Fagundes.
Para o presidente da Aced, Francisco Eduardo Custódio, a facilidade às linhas de crédito e a possibilidade de financiamento foi determinante para o crescimento dessa classe. “Na hora das compras, a diferença entre classes diminuiu em termos de qualidade. Na comparação de um carrinho de compras da classe A/B e um das classes C, D e E, a diversidade de tipos de mercadorias hoje é praticamente igual”.
A estabilização monetária também influenciou. “Especialistas econômicos consideram o surgimento dela após a estabilização da economia e a valorização da moeda brasileira (Real), com isto houve um aumento na renda do brasileiro, potencializado com as reduções das taxas de juros”, concluiu Flávio Fagundes.