Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
17°C
Mercados

Copom pode definir hoje novo corte na taxa Selic

10 de outubro 2012 - 14h37 Por Redação Douranews
Copom pode definir hoje novo corte na taxa Selic

A reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, responsável por definir a Selic (taxa básica de juros), dividiu analistas econômicos quanto as expectativas sobre novo corte ou manutenção no atual patamar (7,5% ao ano). A decisão será anunciada no final desta quarta-feira (10), após o fechamento do mercado financeiro.

De acordo com o Informativo Semanal de Economia Bancária, elaborado por economistas da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), apesar de os mercados futuros apontarem "visão predominante" de corte de 0,25 ponto percentual, a expectativa de analistas do mercado financeiro consultados pelo BC continua sendo a manutenção do atual patamar.

"A esta altura, parece mesmo complicado antecipar a decisão do BC, já que as duas alternativas são possíveis, dependendo da ênfase da análise", dizem os economistas da Febraban. De acordo com a instituição, se for considerado o cenário externo, "a fraqueza da economia mundial além do esperado poderia recomendar um novo relaxamento da política monetária (redução da Selic)". "Por outro lado, se o foco for o mercado doméstico, a expectativa de recuperação da economia neste final de ano e a persistência das expectativas de inflação acima da meta, quem sabe recomendassem a manutenção da Selic em 7,5% ao ano", acrescentam.

Cabe ao BC perseguir a meta de inflação, que tem como centro 4,5% e margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A expectativa é que a inflação fique acima do centro da meta, mas abaixo do limite superior (6,5%). A estimativa do mercado financeiro para a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), este ano, é 5,42%. Para 2013, é 5,44%.

O Copom reduz a Selic para estimular a atividade econômica. No sentido oposto, a taxa é elevada quando a autoridade monetária avalia que a economia está muito aquecida, com alta dos preços. Com informações do Terra