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Deputado tucano diz que Dilma não quer conter alta da cesta básica

17 de janeiro 2013 - 11h58 Por Redação Douranews
Deputado tucano diz que Dilma não quer conter alta da cesta básica

Em 2012 os itens da cesta básica tiveram elevação de preço nas 17 capitais pesquisadas pelo Dieese. Para o deputado Márcio Bittar (PSDB-AC), o governo federal não tem preocupação de impedir a alta dos preços e beneficiar a população. No ano passado, o PSDB apresentou proposta que poderia mudar essa realidade, mas ela foi rejeitada pela presidente Dilma. Emenda assinada pelo líder tucano na Câmara, Bruno Araújo (PE), previa a desoneração tributária dos produtos da cesta básica.

“Se ela tivesse aceitado fazer a desoneração, esse aumento teria sido debelado. Era a forma mais eficiente de fazer isso”, destaca Bittar. Mas como não acatou a proposta nem produziu ações capazes de controlar a inflação, que fechou o ano em 5,83%, Dilma permitiu o aumento expressivo dos preços.

Em nove cidades, os reajustes superaram os 10%, com as três maiores altas constatadas em Fortaleza (17,46%), João Pessoa (16,47%) e Recife (15,26%). A cesta mais cara continuou sendo a de São Paulo (R$ 304,90), seguida por Porto Alegre (R$ 294,37) e Vitória (R$ 290,89).

Diante da alta inflação, a tendência é que em 2013, a elevação dos valores continue. “A cesta básica é composta por alimentos fundamentais para a sobrevivência. Se o governo petista quisesse ter feito alguma coisa para impedir que os preços tivessem esse aumento, bastava cancelar os impostos sobre os itens da cesta”, avaliou Bittar.

A emenda apresentada pelo PSDB à MP 563 zerava a alíquota de IPI, PIS e Cofins dos produtos e foi aprovada por unanimidade no Congresso antes de ser vetada pela presidente.

Para não ter a imagem desgastada, Dilma determinou a criação de um grupo de trabalho para analisar a proposição. Esse deveria ter apresentado conclusões até o fim de 2012, mas ainda não divulgou qualquer informação. O PSDB protocolou na semana passada junto à Comissão Representativa do Congresso um requerimento para obter os resultados dos trabalhos do grupo.

“A política mais rápida e acertada que a presidente pode fazer para que os alimentos não sofram mais aumento, prejudicando a população, sobretudo a mais carente, é retirar toda a carga tributária que recai sobre a cesta básica. O resto é jogar para a plateia. A inflação está preocupando e não há uma gerência. Essa fama da presidente de gerentona é só uma piada”, avalia Bittar.