O dólar operava em queda nesta quinta-feira (13), cotado a R$ 2,14 por volta das 10h32, após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter anunciado mais uma medida para conter a alta da moeda. O governo zerou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) na compra e venda de dólar no mercado futuro na noite anterior. O objetivo da medida foi diminuir as barreiras à venda de dólares no mercado futuro. Com mais oferta de dólares no mercado, a tendência é que a cotação caia.
A alíquota do IOF para essas operações estava em 1% desde setembro de 2011 e incidia tanto sobre o aumento da posição vendida como da redução da posição comprada. Ontem (12), o dólar fechou o dia cotado a R$ 2,1541 para venda, com alta de 0,82%. Foi a maior cotação desde 30 de abril de 2009, quando o câmbio atingiu R$ 2,182.
Esta foi a segunda medida cambial em menos de dez dias para tentar conter a alta do dólar. No último dia 4, Mantega anunciou a isenção de IOF cobrado sobre as aplicações de estrangeiros em renda fixa no Brasil. Na ocasião, o governo também zerou o IOF cobrado sobre o depósito de margem de derivativos, quantia que os investidores depositam ao iniciarem operações no mercado futuro.
Além dessas medidas, o BC realizou operações de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado futuro, para suavizar a alta do dólar. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, além de ajudar na cotação do dólar, as medidas do governo vão evitar que o "contágio" da alta da moeda americana sobre a inflação no Brasil. Se o dólar está mais alto, os preços de produtos importados mais elevados são repassados aos consumidores no mercado interno.