Os produtores conseguiram o maior valor pelo quilo do frango vendido ao exterior em abril, alcançando US$ 2,20. Em maio, a maior receita: R$ 1,4 bilhão, apesar da redução de 7,4% no volume exportado em relação ao mesmo mês de 2012, os avicultores tiveram aumento da receita em mais de R$ 130 milhões.
“Para as agroindústrias nacionais, apesar de volume reduzido, elas têm ganhado bastante. Em termos financeiros, ainda está sendo vantajoso pra elas”, afirma Camila Ortelan, analista do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
Com o dólar em alta, o valor recebido pelos exportadores brasileiros de frango aumenta ainda mais. Porém, no mercado interno, o cenário requer atenção dos produtores.
“Há indícios de que a produção de frango tenha aumentado nestes primeiros meses do ano. Com a produção aumentando, e o volume das exportações diminuindo, isso aumenta a disponibilidade de carne. Esse aumento da disponibilidade interna de carne tem feito com que os preços aqui no mercado nacional tenham recuado bastante. Ou seja, as indústrias que exportam têm recebido mais pela carne no mercado interno, mas em compensação os preços estão recuando bastante”, diz a analista.
Mas, segundo ela, o cenário de preços menores no mercado interno deve mudar. Com o aumento da moeda americana, os custos de produção tendem a subir. Para o mercado interno, com a redução do milho e soja, “nós tivemos uma redução de carne de frango de 30%, apenas agora é que começa a haver uma elevação, exatamente porque houve uma elevação, em maio e junho, do preço do farelo da soja”, componente da reação para a avicultura brasileira, comenta Francisco Turra, presidente da Ubabef (União Brasileira de Avicultura).