O senador Waldemir Moka (PMDB-MS) apresenta hoje (19), às 14 horas, no Centro de Convenções de Ponta Porã, juntamente com técnicos da Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste), o projeto “Fortalecimento da cadeia produtiva da erva-mate na fronteira”.
A ideia é reintroduzir o plantio da erva-mate nos municípios de Mato Grosso do Sul localizados na fronteira com o Paraguai. Padrinho do projeto, Moka diz que, além de criar condições para geração de renda a assentados e a pequenos agricultores, a intenção é resgatar o valor cultural do produto, matéria-prima da mais apreciada e tradicional bebida do cidadão sul-mato-grossense, o tereré.
O projeto envolverá os setores público e privado, como entidades ligadas aos industriais, comerciantes e produtores rurais, além de associações de agricultores familiares.
Números
O Brasil é o segundo maior produtor mundial de erva-mate com produção de 425.641 toneladas/ano e com U$ 54.8 milhões de valor exportado em 2011. O Estado do Rio Grande do Sul responde por 61,2% da produção nacional de erva-mate, superando o Paraná, enquanto o Mato Grosso do Sul teve sua produção reduzida à metade entre os anos de 2.000 e 2.010.
A exploração da erva-mate no Estado, até meados da década de oitenta, era feita exclusivamente através do extrativismo (a partir de plantas nativas), especialmente no Sul do Estado, em vastas áreas espontaneamente ocupadas, com destaque para a região da fronteira Brasil/Paraguai. No entanto, com a chegada de imigrantes oriundos da região Sul do Brasil, motivados pelos incentivos oferecidos pelas políticas agrícolas vigentes na época, denominada revolução verde, estes campos nativos deram lugar às culturas de arroz, milho, soja, aveia, bovinocultura de corte e outras.