Com o dólar chegando à marca de R$ 2,30 e beneficiando as exportações brasileiras, o governo decidiu nesta quinta-feira (1) não renovar a proteção concedida à indústria nacional por meio do aumento das alíquotas do imposto de importação de 100 produtos, anunciado em setembro do ano passado.
O câmbio alto é uma barreira natural que desestimula a compra de produtos importados em detrimento dos nacionais e, por isso, na visão do governo a continuidade da medida não é mais necessária.
A alíquota da maior parte da lista subiu de 10% a 18% para até 25% do valor do produto. Esses percentuais serão retomados a partir de outubro deste ano, quando vence o prazo original, e não vale para os itens importados dos países membros do Mercosul.
Os setores mais beneficiados pela medida foram a siderurgia, a indústria química, de medicamentos e de bens de capital. Na lista havia também pneus, batata, tijolos, vidros, entre outros, segundo o Terra.