O 7º Canasul (Congresso da Cana de Mato Grosso do Sul) e a 3ª Feira Agrometal do Mato Grosso do Sul confirmaram novamente a sua importância para o setor sucroenergético brasileiro. O evento foi fechado na noite de sexta-feira (4) com R$ 113,8 milhões em perspectivas de negócios, reunindo 3.900 visitantes, a maioria formada por empresários.
O volume de negócios da feira deste ano é muito superior aos R$ 9 milhões do primeiro ano e aos R$ 30 milhões do ano passado. A maioria das perspectivas de negócios ocorreu entre os 63 expositores. São R$ 98,9 milhões em negócios fechados ou iniciados dentro do evento. O crescimento foi de 558% em relação ao ano passado.
De acordo com levantamento da Secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico Sustentável, coordenadora dessa agenda, participaram do evento empresas de manutenção industrial, fornecedoras de insumos agrícolas, fabricantes e distribuidoras de peças industriais e material elétrico, empresas de material de comunicação e de segurança, revendedoras de máquinas e equipamentos agrícolas e industriais, metalúrgicas, prestadoras de serviços e outros segmentos.
A Rodada de negócios, organizada pelo Sebrae/MS, fechou com R$ 15 milhões em perspectivas, contra R$ 10 milhões do ano passado. O crescimento foi de 50%. A rodada teve a participação de oito âncoras, sendo seis usinas e ainda a Copagaz, de Campo Grande, e a Ecco Bebidas, de Corumbá. Foram realizadas 200 reuniões no espaço do parque de exposições de Dourados.
Durante os três dias houve dezenas de palestras e discussões sobre o setor sucroenergético e industrial. Também aconteceram palestras técnicas sobre a área agrícola e manutenção industrial. “Deu tudo certo como planejado; as empresas participaram, o público prestigiou e bons negócios para o setor aconteceram”, destaca a secretária Neire Colman, ao concluir o balanço do evento.
Para o prefeito Murilo Zauith (PSB), o resultado do Canasul & Agrometal consolida Dourados definitivamente como polo do setor sucroenegértico do Estado, e em expansão.
“Mesmo com a crise que se abate sobre o setor no Brasil, em Dourados ele não para de crescer; por isso criamos o Polo de Serviços do Setor Sucroenergético de Dourados e Região logo que assumimos a prefeitura para fazer do município o centro de manutenção industrial do Estado”, afirma Murilo. “O resultado é esse aí, bons negócios e geração de emprego e renda para a população”.
Entre as grandes empresas internacionais presentes no evento, a norte-americana Donaldson e a alemã SEW Eurodrive, a primeira que fabrica equipamentos para a maioria das outras indústrias e fabricantes de maquinas, como a John Deere e a Case e a SEW especializada na fabricação de caixas redutoras e de transmissão, aprovaram a participação em Dourados.
Marcelo Cardoso, executivo de vendas da Donaldson para a região Centro-Oeste, gostou muito do formato da feira. “É pequena, mas é objetiva e eficiente”, elogia. No Canasul & Agrometal a empresa apresentou um sistema novo de filtragem de óleo de sistemas hidráulicos para as usinas da região. “Fizemos muito contato, gostamos e vamos voltar com certeza no ano que vem”, afirma o executivo.
Entre as grandes do mercado de manutenção no Brasil estavam a Dedini e a Mecat. Para o supervisor da área comercial da Dedini, Valentim Rabaldelli, valeu a participação em Dourados, pelos contatos mantidos com muitos clientes.
Valentim não descarta a montagem de um centro de manutenção da empresa em Dourados. “A gente tem projeto há algum tempo de montar esse centro, mas com a crise do setor tudo parou; melhorando, a gente pode vir para Dourados”, afirmou. A empresa tem fábricas em Sertãozinho e Piracicaba, no interior paulista e centros de manutenção em Recife/PE e Maceió/AL.
Já a Mecat, líder na tecnologia da separação de microsólidos insolúveis em líquido, apresentou em Dourados um filtro novo. De acordo com o assessor técnico Ednaldo de Miranda, a empresa já tem clientes na região e fez mais contatos durante a feira.