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Brasil é dos emergentes o que menos vai crescer em 2014, diz FMI

08 de outubro 2013 - 14h48 Por Redação Douranews
Brasil é dos emergentes o que menos vai crescer em 2014, diz FMI

Com obstáculos macroeconômicos, como inflação em alta e pouco espaço fiscal, e gargalos à produção, notadamente na área de infraestrutura, o Brasil terá em 2014 a menor taxa de crescimento entre os principais mercados emergentes, de acordo com o mais novo relatório de Projeções para a Economia Mundial, do FMI (Fundo Monetário Internacional), divulgado hoje (8) em Washington.

A previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro foi mantida em 2,5% em 2013, mas recuou 0,7 ponto percentual no próximo ano, também para 2,5%. Foi o segundo maior corte feito pela equipe do organismo multilateral, entre todos os principais motores econômicos do mundo. O movimento de desaceleração, porém, foi comum aos outros integrantes de peso do chamado Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) e a praticamente todos os mercados em desenvolvimento.

O grupo dos emergentes, que desde a crise detonada pela quebra do Lehman Brothers em 2008 foi o porto seguro da expansão global, está tendo dificuldades de lidar com a exaustão das políticas de estímulo do pós-crise, o fim da era de bonança externa [preços de commodities e condições financeiras], desajustes fiscais e inflacionários, gargalos de infraestrutura e regulatórios e o esgotamento do modelo de desenvolvimento (no caso de China e Rússia), segundo a análise do FMI, que faz esta semana a reunião anual de cúpula.

A economia indiana foi a mais sacrificada entre os emergentes, com a expectativa para o PIB caindo 1,8 ponto percentual este ano e 1,1 ponto no próximo, para 3,8% e 5,1%, respectivamente. A China teve a previsão cortada para 7,6% em 2013 (-0,2 ponto) e para 7,3% (-0,4 ponto) em 2014. Na Rússia, o recuo foi de 1 ponto este ano, para 1,5%, e de 0,3 ponto no próximo, para 3%.

“A principal notícia desta vez vem dos mercados emergentes, nos quais o crescimento desacelerou, quase sempre mais do que projetávamos. A questão óbvia é se este freio reflete fatores cíclicos ou uma redução do crescimento potencial do produto. Baseado no que sabemos hoje, a resposta é que reflete ambos, ainda que de formas diferentes para os diversos países”, afirmou o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, no sumário do relatório de projeções de outubro. Com informações do jornal O Globo